O CAIXA DO GOVERNO

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

ESTÁDIO MUNICIPAL: OBRA MAL FEITA DO EX-PREFEITO DO PT É DEMOLIDA EM SENTO SÉ

A obra era  tão mal feita que a máquina derrubou em meia-hora 
Paredes singelas e sem ferragens.
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Secretário de Planejamento: Laurenço Aguiar

A única obra feita com recursos próprios do município de Sento Sé  e a principal marca da administração nos oito anos de gestão do ex-prefeito Juvenilson Passos dos Santos (PT), inaugurada em 30 de Junho de 2007, parte da mesma desabou na noite do ultimo dia 29 de Abril por volta das 20h30min e as ruínas foram demolidas hoje, 22/09/2014 por determinação do prefeito Ednaldo Barros.  De acordo com pareceres técnicos, não havia alternativa econômica, técnica e legal senão a demolição e exige acionamento judicial dos responsáveis para restituição ao erário dos prejuízos causados pela obra irregular e danos ao erário público.

“A determinação de demolição deu-se por motivos de falhas técnicas na construção do Estádio Municipal. Entre os problemas apontados estão junta de dilatação apresentando abertura irregular, fissuras, falhas de concretagem, blocos, falta de ferragens, falta de colunas e vigas de sustentação dos degraus da arquibancada, paredes singelas de blocos sem coluna, entre outros”.

A obra teve investimento estimado em mais de R$ 1,3 milhão, sendo que aproximadamente R$ 700.000,00 gastos no primeiro projeto, demolido pelas chuvas no inicio 2007. O segundo projeto foi estimado em R$ 600.000,00  iniciado em Março e inaugurado em Junho/2007. Valores retirados dos cofres da Prefeitura. Agora, outros gastos com a demolição que deveriam ser ressarcidos aos cofres públicos pelos responsáveis pela construção da obra irregular e uso de materiais inadequados.

O prefeito Ednaldo Barros, lamenta a necessidade de demolição das arquibancadas do Estádio Municipal e disse que irá providenciar um novo projeto e buscar recursos para reconstrução de novas arquibancadas.



ascom/pmss

No Bom Dia Brasil, Dilma diz que não usa tática do medo contra Marina

A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, rechaçou nesta segunda-feira (22) durante entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, que está usando a tática do medo ao fazer críticas a sua adversária Marina Silva e exibir em seus programas eleitorais peças que mostram, por exemplo, pessoas ficando sem comida como consequência de algumas medidas propostas por Marina. "Tudo que eu falo sobre a candidata Marina está no programa dela", afirmou.
Dilma voltou a criticar a proposta de independência do Banco Central e afirmou que a redução do papel dos bancos públicos vai reduzir o financiamento de obras de infraestrutura e programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida. "O governo coloca subsídio entre 90% e 95% (no Minha Casa, Minha Vida). Passa isso para banco privado e nunca esse País vai ver uma casa para os mais pobres", afirmou. 
Segundo a presidente, não basta dizer que quer reduzir o papel dos bancos públicos, "tem que explicar para quanto quer reduzir". "Ela tem um alinhamento claro, ela tem uma posição favorável aos bancos, eu não tenho", afirmou, ponderando que os bancos "são importantíssimos". Questionada sobre a posição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que criticou as propagandas eleitorais da petista, a presidente afirmou que "tem que ser julgada pelo TSE e não pelo procurador". "Ele pode ter a opinião dele, mas o tribunal vai ter que dar opinião", disse.
Dilma Rousseff também voltou a dizer que não tinha conhecimento dos crimes de corrupção praticados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ela reforçou que as investigações aconteceram porque o governo do PT deu autonomia à Polícia Federal. "Atos de corrupção não são praticados à luz de dia, têm de ser investigados", disse Dilma. A entrevista foi gravada ontem em Brasília.
Dilma negou que a escolha do ex-diretor Paulo Roberto, que está preso, tenha sido por indicação política. "Paulo Roberto Costa não foi escolhido fora dos quadros da Petrobras, ele tem 30 anos de Petrobras, antes de ir para a diretoria, ele fez uma carreira", disse, destacando passagens do executivo também no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. A presidente disse assegurar que se responsabiliza por suas escolhas e disse que ele tinha credenciais para assumir o cargo. "A descoberta que ele fez isso é uma surpresa", afirmou. "Se eu soubesse que ele era corrupto ele estava imediatamente demitido", afirmou.
Segundo Dilma, quem descobriu os crimes de corrupção foi a PF, que é ligada ao Ministério da Justiça e integra o governo. "Antes do governo Lula, a PF não investigava tudo. Hoje sai investigando doa a quem doer", disse. A presidente voltou a dizer que é preciso investigar "não no sentido jornalístico", mas para que sejam produzidas provas. "As provas têm de ser sólidas para punir (os culpados). Se você não punir você está protegendo a corrupção", disse.

MANCHETES DOS JORNAIS

-A Tarde: Ferries importados da Grécia estão sem data para iniciar operação
- Correio*: Leão de barriga cheia
- Tribuna da Bahia: Vitória vence o Ba-Vi e deixa o Z-4
- Estadão: Empresas de energia terão conta extra de R$ 7 bi em 2015
- Folha de S. Paulo: USP gasta mais com funcionário que com professor
- O Globo: Ensino falho deixa 1,3 milhão sem renda

Frente cobra investigação do MPF no “desvios” por petistas

Foto: Alexsandro Loyola

Antonio Imbassahy
Uma frente de partidos da oposição, reunindo líderes nacionais do PSDB, Bruno Araújo e Antonio Imbassahy, Democratas, José Agripino Maia, PPS, Rubem Bueno, e Solidariedade, Paulinho da Força, vão, nesta terça-feira (23), ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, requerer a participação do Ministério Público Federal, junto com o Ministério Público da Bahia, nas investigações sobre o desvio de recursos da ordem de R$ 6 milhões do Fundo de Combate à Pobreza para campanhas do PT e petistas na Bahia. O suposto crime ao patrimônio público foi denunciado à revista Veja desta semana por Dalva Sele, presidente do Instituto Brasil, ONG criada com o objetivo de financiar o caixa eleitoral do PT no estado. A entidade firmava convênios com prefeituras petistas para a construção de casas populares, que não eram construídas e, sem fiscalização, os recursos eram carreados para petistas graduados, como o candidato a governador, Rui Costa, o senador Walter Pinheiro, o deputado federal Nélson Pelegrino e o ex-ministro da presidente Dilma Rousseff, Afonso Florence. Antes de protocolar a representação na Procuradoria-Geral da República, às nove e meia, nesta terça, haverá uma reunião no gabinete do senador José Agripino, presidente do Democratas, para a preparação do requerimento de instalação de CPI no Congresso Nacional com objetivo de investigar a malversação dos recursos federais na Bahia. “É uma prática contumaz que foi flagrada na Bahia, mas ocorre em todo o país. O Congresso não pode se omitir diante de mais este atentado à democracia e à república brasileira”, diz Agripino. O líder do PSDB, deputado Antonio Imbassahy, informa que também estará na pauta do encontro a elaboração de representação ao Conselho de Ética da Câmara Federal para que seja investigada a quebra de decoro dos deputados Rui Costa, Nélson Pelegrino e Afonso Florence. A frente suprapartidária oposicionista já reúne também os deputados Mendonça Filho (DEM-PE), Luiz de Deus (DEM-BA), Cláudio Cajado (DEM-BA), Colbert Martins (PMDB-BA), Arthur Maia (SDD-Bahia), Jutahy Jr. (PSDB-BA) e Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Para o líder do Democratas na Câmara, Mendonça Filho, é preciso acionar todos os órgãos competentes para esclarecer de uma vez por todas mais esta grave denúncia que envolve representantes do alto escalão do PT na Bahia.
politicalivre

Seria o “mensalão baiano”?, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação/Arquivo

Elmar Nascimento, líder das oposições na Assembleia, promete CPI para apurar denúncias
As primeiras denúncias contra o Instituto Brasil, acusado em reportagem desta semana da revista Veja de servir como duto para irrigar campanhas de petistas na Bahia, partiram da Assembleia Legislativa ainda no primeiro governo do PT no Estado. Foi por meio de deputados como Elmar Nascimento (DEM), Paulo Azi (DEM) e João Carlos Bacelar (PTN) que o Ministério Público teve acesso às informações preliminares contra o que, segundo eles, seria um bem estruturado esquema de desvio de dinheiro público para favorecer planos eleitorais, políticos e até pessoais de petistas.
A novidade da reportagem, entretanto, está contida no depoimento da presidente da ONG, Dalva Sele Paiva, que, por ocasião do surgimento das acusações, quase sete anos atrás, negou que existissem, mas agora apresenta detalhes sobre como os contratos com a administração petista, que deveriam resultar na construção de casas populares, transformaram-se num bem fornido esquema para favorecer alguns dos expoentes máximos do petismo local. Os novos dados chegaram a dar novo ânimo à promotora Rita Tourinho, que declarou à própria publicação ter visto nas declarações de Dalva provas para apurar as suspeitas que a levaram a iniciar as investigações.
É claro o oportunismo eleitoral da denúncia, mesmo para quem não é do PT. Ela surge simplesmente a 15 dias das eleições. Petistas que não negam nem acreditam na existência dos desvios argumentam que, desde a eclosão do escândalo, lá atrás, o nome de Rui Costa, candidato do PT ao governo, nunca fora sequer sido mencionado, diferentemente do caso dos outros “companheiros” citados na reportagem. Teria seu nome sido incluído pela presidente do Instituto Brasil só para atrapalhar a campanha majoritária do partido na Bahia? É sabido que Dalva teria caído em desgraça desde o fechamento da instituição, em 2010, em decorrência das investigações.
Foi depois de o governo do Estado ter resolvido fechar as torneiras para o Instituto Brasil. Na Assembleia Legislativa, onde as denúncias foram originadas, comenta-se que muito antes das declarações à revista ela teria andado se queixando de que fora abandonada pelo partido e por muita gente dele que ajudara a eleger e a dar vida boa. Chamava-os todos de ingratos. E não poucas vezes foi vista chorando como se tivesse entrado em desespero. São todas, obviamente, informações que apenas o aprofundamento das investigações por parte do MP e da polícia, favorecidos agora pela delação da dona do Instituto, podem esclarecer.
Todos os nomes relacionados pela presidente da ONG negaram à revista Veja qualquer participação no esquema, assim como prometeram processar Dalva. Mas, apesar da campanha que esvaziou o Parlamento local, a bancada de oposição vai protocolar, hoje, um pedido de abertura de CPI para convocar Dalva a prestar esclarecimentos na Casa, revela o deputado estadual Elmar Nascimento, líder oposicionista na Assembleia. A idéia é colaborar ainda mais com as apurações do MP e provar, na visão de Elmar, que o PT criou o que ele e seus colegas de oposição passaram a chamar de “mensalão baiano”.
* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia.
Raul Monteiro*

domingo, 21 de setembro de 2014

Petrolão: Governo já sabe quais de seus membros foram 'dedurados'

CLÁUDIO HUMBERTO
O governo federal dá como certo que personagens das gestões de Lula e Dilma foram citados na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ao pressionar pela obtenção de cópia dos depoimentos, o governo acabou por confirmar, pela via informal, o envolvimento de políticos aliados, inclusive do PT, outros ministros, além de Edison Lobão (Minas e Energia), e figurões da Presidência.

Íntimo do poder - O ex-diretor tinha relações próximas com o petismo: Lula o chamava de “Paulinho” e guarda um macacão da Petrobras autografado por ele.

Convidado especial - Além de também ter macacão autografado por Paulo Roberto, Dilma o teria incluído na seleta lista de convidados para o casamento da filha.

Resolvedor-geral - Paulo Roberto era “resolvedor geral” de problemas dos poderosos, da compra de imóveis ao pagamento de despesas pessoais.

Autonomia - Diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa tinha “carta branca” do Planalto para agir com autonomia nos negócios da Petrobras.

Pergunta no tribunal - O que é mais suspeito: convidar o ex-diretor para o casamento da filha ou pressionar a Justiça para saber o que ele contou, na delação premiada? (Coluna de Cláudio Humberto)

Rui Costa promete acionar VEJA após denúncia de esquema de corrupção

O candidato do PT ao governo da Bahia, Rui Costa, prometeu acionar judicialmente a revista Veja pela publicação, na edição distribuída neste fim de semana, de uma denúncia sobre desvios de recursos públicos federais e estaduais destinados à construção de habitações populares para financiar as candidaturas do partido. A informação é do jornal O Estado de São Paulo.

A denúncia, segundo a revista, partiu da presidente da ONG Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, que foi contratada pelo governo baiano para gerenciar as construções. Ela acusa o partido de ter desviado cerca de R$ 6 milhões dos repasses públicos para financiar campanhas eleitorais. 

De acordo com a reportagem, alguns dos principais dirigentes petistas no Estado, entre eles Costa, foram beneficiados. “É uma iniciativa suja e leviana da revista que, às vésperas da eleição, está nitidamente a serviço dos partidos de oposição”, disse o candidato à sucessão de Jaques Wagner (PT). 

“A denúncia mostra o desespero dos partidos de oposição com o crescimento da nossa candidatura. Desafio qualquer um a provar minha relação com o caso.” Segundo sua assessoria, os advogados da campanha vão interpelar judicialmente a revista e a acusadora “já na próxima semana”. O governo baiano ainda não se pronunciou sobre as denúncias. (O Estado de São Paulo)

Lava Jato expõe rede do colarinho branco

Foto: Divulgação

Doleiro Alberto Youssef
Dez nomes que aparecem na lavanderia de dinheiro desmontada pela Operação Lava Jato foram denunciados ou investigados pela Polícia Federal por crime financeiro em sete escândalos recentes da política brasileira, entre eles o mensalão, a CPI dos Bingos e o Caso Banestado. Alvo central e coordenador do “engenhoso e sofisticado” esquema de lavagem de dinheiro usado para “esquentar” os recursos de caixa 2, oriundos, segundo a Polícia Federal, de corrupção e fraudes que atingiram a Petrobrás entre os anos de 2009 e 2014, o doleiro Alberto Youssef é o melhor exemplo de reincidente. “Alberto Youssef possui envolvimento há mais de duas décadas com crimes (…). Já foi preso e condenado, descumpriu acordos de colaboração e voltou a atuar de maneira ainda mais grave, realizando evasão de aproximadamente meio bilhão de reais”, registrou o Ministério Público Federal, no pedido de manutenção da prisão dos réus da Lava Jato, em julho. Os dez personagens de outros escândalos que voltam a aparecer na Lava Jato se ligam em rede com a atual lavanderia de Youssef por transações cambiais, sociedades ocultas e abertas e troca de informações e recursos, conforme revelaram as investigações da PF (veja quadro). Seus negócios no câmbio negro começaram em 1992, conforme ele mesmo disse em 2004 ao juiz Sérgio Moro, nos autos da Operação Farol da Colina – que apurava o megaesquema de lavagem de dinheiro mantido por doleiros, revelado no Caso Banestado. “Realmente, Youssef foi um dos principais doleiros envolvidos no Caso Banestado, com evasão fraudulenta milionária de divisas por contas CC5 na praça de Foz do Iguaçu nos anos 90″, afirma o Ministério Público Federal. Por meio de três empresas (duas offshores fora do Brasil) movimentou mais de US$ 800 milhões. Com ele, aparecem dois outros doleiros: Antonio Claramunt, o Toninho Barcelona, e Raul Srour – que voltou a ser preso na Operação Lava Jato.
Ricardo Brandt, Agência Estado/politicalivre

FRASE DO DIA.

FRASE DO DIA

O que fizeram com a [Petrobras] é crime de lesa pátria. E crime tem que ser punido.

SENADOR AÉCIO NEVES (PSDB), CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

POLITICALIVRE


Pinheiro e Florence classificam de ‘levianas’ acusações de presidente do Instituto Brasil

Pinheiro e Florence classificam de ‘levianas’ acusações de presidente do Instituto Brasil
Foto: Bahia Notícias
As denúncias de desvios milionários de verba pública da ONG Instituto Brasil para integrantes do PT feitas pela presidente da entidade, Dalva Sele Paiva, foram classificadas de levianas e mentirosas pelo deputado federal petista Afonso Florence, e pelo senador do mesmo partido Walter Pinheiro. Na acusação de Dalva, ela elenca alguns políticos que seriam beneficiados pela ONG, como o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA) e deputado federal Afonso Florence e por Walter Pinheiro, além do candidato do governo estadual, Rui Costa.  Tanto Florence como Pinheiro rechaçaram relações espúrias com Dalva e a entidade. “É mentira! Repudio e rechaço veementemente as acusações desta matéria veiculada na revista Veja. O Ministério Público investigou o caso do Instituto Brasil em 2010, e concluiu pela inexistência de qualquer ato ilícito a minha pessoa”, declara Afonso Florence que disse que vai acionar a publicação na Justiça.  Pinheiro também classificou como levianas as declarações da ex-presidente do Instituto Brasil. Segundo o senador, que também ajuizará a revista, afirmou que a matéria da Veja foi uma interpretação do repórter publicada fora do contexto e que foi parcialmente reproduzida. "Em sete campanhas que fiz jamais conheci e tive contato com essa pessoa. Se ela declara ter relações com o partido ou pessoas próximas, não eram comigo e, assim, ela não pode promover um monte de injúria com meu nome”, declarou. O senador ainda afirmou que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) já havia denunciado à Justiça o Instituto e, em nenhum momento do processo, há qualquer citação dele. Pinheiro também qualificou o fato de o caso vir à tona agora como factóide eleitoreiro, por conta de aparecer às vésperas das eleições previstas para daqui a 15 dias. 
BN