ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS

sábado, 25 de outubro de 2014

PT faz campanha eleitoral movida a mentiras, diz 'Istoé'

Ao mesmo tempo em que manipula índices e esconde dados desfavoráveis para não prejudicar o governo, a campanha de Dilma, capitaneada pelo ex-presidente Lula, dissemina falsas acusações em série contra Aécio Neves, com o objetivo de se manter no poder
SEM LIMITES - Com propósitos eleitorais, a dupla Dilma e Lula tem espalhado acusações sem qualquer fundamento contra o adversário, Aécio Neves, em comícios pelo País
SEM LIMITES - Com propósitos eleitorais, a dupla Dilma e Lula tem espalhado acusações sem qualquer fundamento contra o adversário, Aécio Neves, em comícios pelo País
Quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa presidencial de 2002, o publicitário Duda Mendonça, responsável pela construção do ‘Lulinha paz e amor”, fez uma declaração que viria a se tornar uma espécie de mantra do marketing político. “A democracia brasileira amadureceu e agora está provado que quem bate perde”, afirmou o publicitário traçando um paralelo com a eleição de 1989, quando Fernando Collor de Melo promoveu uma campanha de mentiras e ataques pessoais para derrotar Lula.

Depois de 12 anos no poder, o PT, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, resolveram desafiar esse mantra e trazem à disputa eleitoral uma sucessão de agressões e mentiras contra seus principais oponentes jamais vista na história recente do País. Também se valem do aparelhamento instalado no governo federal para manipular dados e esconder todos os indicadores que possam prejudicar a candidatura oficial, atentando contra a credibilidade de instituições como o Ipea e o IBGE.

“O PT tem promovido uma das campanhas mais sujas da história. O objetivo é se manter no poder a qualquer preço”, afirma a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB derrotada no primeiro turno. “Fui vítima dessa ação difamatória sem precedentes que agora praticam contra o candidato Aécio Neves.”

Desde o início do processo eleitoral, a campanha de Dilma Rousseff tem se valido da tática do medo e do terrorismo eleitoral para atingir seus adversários. Começou por intermédio das redes sociais e de militantes bem remunerados. Mas, a partir do segundo turno e com as pesquisas indicando a liderança do tucano Aécio Neves, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff passaram a ser os principais protagonistas dos ataques caluniosos.

No sábado 18, durante comício em Belo Horizonte (MG), Lula acusou Aécio de usar violência contra as mulheres. “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”, discursou o ex-presidente, referindo-se ao senador mineiro. No discurso, chamou Aécio de “filhinho de papai” e “vingativo”. “O comportamento dele não é o comportamento de um candidato (...) É o comportamento de um filhinho de papai que sempre acha que os outros têm de fazer tudo para ele, que olha com nariz empinado”.

No mesmo palanque, Lula, que como presidente da República determinou que o repórter Larry Rohter, do “New York Times”, fosse expulso do Brasil depois de publicar uma reportagem que o acusava de trabalhar sob efeito de álcool, insinuou que Aécio tem o hábito de dirigir embriagado, pois teria se recusado a se submeter ao teste do bafômetro em uma blitz de trânsito no Rio de Janeiro. A questão é que o candidato tucano já tratou desse tema publicamente. Disse que se arrepende de não ter feito o teste e que estava conduzindo o carro com a carteira de habilitação vencida.

Ainda em Belo Horizonte, o ex-presidente Lula comparou Aécio a Carlos Lacerda, o histriônico líder da oposição a Getúlio Vargas, e voltou a mentir ao acusar o tucano de perseguir professores. “Não conheço, em nenhum momento da história, nem no regime militar, um momento em que os professores foram tão perseguidos como foram em Minas Gerais”, disse Lula.

É comum que nas campanhas eleitorais os discursos ganhem tons mais enfáticos. Isso, no entanto, não explica as calúnias cuidadosamente elaboradas pelos marqueteiros da campanha de Dilma. No caso do comício em Belo Horizonte, antes de Lula subir ao palanque, o mestre de cerimônias do evento sinalizou em que se transformaria aquele ato. Ele leu uma carta de uma suposta psicóloga atribuindo a Aécio Neves a prática de espancar mulheres. Acusou o tucano de ter “transtorno mental”, chamando-o de “ser desprezível, cafajeste e playboy mimado”.

Na verdade, os ataques proferidos pelo ex-presidente fazem parte de uma bem articulada estratégia de campanha. Na terça-feira 21, três dias depois do comício, as ruas do centro de Belo Horizonte amanheceram repletas de grandes cartazes anônimos com os dizeres em letras amarelas em um fundo negro: “Você vota em candidato que agride mulher?”. É assim, insistindo na mentira, que o PT procura induzir o eleitor e desconstruir os adversários.
Desde o início do processo eleitoral, a campanha de Dilma Rousseff tem se valido da tática do medo e do terrorismo eleitoral para atingir seus adversários
Na quinta-feira 23, o jornal britânico “Financial Times” publicou uma reportagem criticando o debate político na reta final das eleições no Brasil. O jornal constatou que o PT vem usando “táticas de difamação” contra seus opositores e cita diversas vezes a ex-senadora Marina Silva como a primeira vítima desse estratagema. “Marina Silva acusa o PT de Dilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que ela, que é evangélica, iria proibir videogames”, diz o texto do “Financial Times”.

“Uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu”, afirmou Marina ao jornal. “O tom negativo da campanha tem frustrado muitos membros da crescente classe média baixa do Brasil, que estão desesperados para que os políticos debatam as questões críticas para o bem-estar”, conclui o jornal.

Os exemplos dessa campanha montada em mentiras são inúmeros. Na terça-feira 21, em comício no Recife (PE), Lula usou das calúnias para impor a campanha do medo, apontando o adversário como alguém interessado em dividir o País entre ricos e pobres, Norte e Sul, etc., recurso que, na verdade, o próprio Lula costuma usar sempre que se vê politicamente acuado ou ameaçado de perder o poder.

No palanque, o ex-presidente chegou ao cúmulo de comparar Aécio e o PSDB a nazistas. “Eles (Aécio e o PSDB) agridem a gente (nordestinos) como os nazistas na Segunda Guerra Mundial. São mais intolerantes que Herodes, que mandou matar Jesus Cristo.” O discurso provocou indignação. A Federação Israelita de São Paulo e outras entidades judaicas condenaram veementemente as declarações. Alheio às críticas, em seu Twitter, Lula também vem espalhando o terror e na semana passada postou: “O governo do PSDB significa o genocídio da juventude negra”.
PT usou servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais contra a candidata do PSB, Marina Silva
A escalada das ofensas parece não ter limites para o PT. Na quinta-feira 23, durante ato público no centro comercial de Alcântara, em São Gonçalo (RJ), Lula disse que Aécio nunca trabalhou na vida e que os tucanos gostariam de transformar o Brasil em um país como o da época do Império, quando os pobres não podiam votar. “Antes de terminar o Império só podia votar quem tinha uma determinada quantia de dinheiro. Pobre não votava, índio não votava, analfabeto não votava. É esse o país que eles querem”, disse Lula.

No mesmo ato, antes de subir em um carro de som, o ex-presidente voltou a afirmar o que repetidamente vem sendo dito pela candidata Dilma Rousseff: Aécio, se eleito, vai acabar com o Bolsa Família. Na verdade, e Lula sabe muito bem, o senador tucano já apresentou projeto no Congresso que transforma o Bolsa Família em lei, não podendo ser encerrado por qualquer que seja o presidente. Além de Lula, em diversos atos de campanha, a candidata Dilma vem pessoalmente praticando o terrorismo eleitoral. A presidenta já assegurou aos eleitores que Aécio planeja privatizar instituições como Banco do Brasil, Petrobras, os Correios, Caixa Econômica, entre outras, embora o programa de governo apresentado pelo tucano defenda o fortalecimento dessas instituições.

O vale-tudo do PT na reta final da campanha já pode ser constatado em várias cidades brasileiras. Na quinta-feira 23, no Rio, diversos panfletos apócrifos foram apreendidos com um texto colocando o adversário como um “candidato contra o Rio”. Em São Paulo, surgiram nas proximidades da estação do metrô Ana Rosa e também na região da rua Augusta cartazes com os seguintes dizeres: “Aécio é o atraso para o Brasil”. Outro define o tucano como “o inimigo número 1 da educação”.

Não bastassem as mentiras e o terror, a campanha de Dilma também faz um flagrante uso da máquina pública, inclusive manipulando dados sobre a real situação do País. Por causa disso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vive uma de suas maiores crises. O instituto foi proibido de divulgar um estudo com dados sobre a miséria social no Brasil, levantado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Os dados revelariam que os números apresentados pela campanha petista não correspondem à realidade. Temendo possíveis reflexos eleitorais, o Ipea só foi autorizado a divulgar a pesquisa depois das eleições. Ação totalitária fez com que o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Herton Araújo, pedisse a exoneração do cargo.

Não se trata do primeiro estudo preso nas gavetas do Ipea. Em setembro foi engavetado outro levantamento, feito com base nos dados das declarações de Imposto de Renda de brasileiros, que mostrava que a concentração de renda havia aumentado no Brasil entre 2006 e 2012. São dados que contrariam o discurso recorrente dos governos petistas.

Também em relação aos indicadores da educação, o governo de Dilma vem usando a chamada prática de Ricupero, ex-ministro do governo Itamar: o que é bom a gente divulga, o que é ruim a gente esconde. As divulgações de dados negativos que poderiam prejudicar a campanha petista foram simplesmente adiadas. Informações atualizadas sobre o desempenho dos estudantes brasileiros em português e matemática e números sobre a arrecadação de tributos só se tornarão públicos depois do segundo turno. Dados sobre o desmatamento e o verdadeiro contingente de miseráveis no Brasil também estão suspensos.

No caso da educação, os índices obtidos através de um exame nacional a que são submetidos sete milhões de alunos a cada dois anos tradicionalmente são mostrados até o mês de agosto. Este ano foi diferente. Em setembro, o Ministério da Educação divulgou o indicador que tem como base o ano de 2013, mas não mostrou o resultado em cada disciplina. A divulgação sobre a arrecadação de tributos, normalmente divulgada até o dia 25 de cada mês, também está atrasada.

Sobre o desmatamento, os números que historicamente são revelados mensalmente seguem o mesmo roteiro. Os indicadores referentes a agosto e setembro só serão conhecidos em novembro, depois de terminada a eleição. ONGs internacionais têm afirmado que o índice teria subido 191% entre 2013 e 2014. É assim, com o uso da máquina pública, manipulação de dados oficiais e uma sucessão de mentiras e falsas acusações que o PT, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff procuram se manter no poder. (Istoé)/jornaldamidia

Corrupção dominou o debate Aécio x Dilma na Globo

O debate na televisão entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), promovido na noite desta sexta-feira pela TV Globo, seguiu o roteiro de tensão que marca a reta final da campanha para a Presidência da República neste ano. Frente a frente pela última vez antes das urnas, Aécio e Dilma apostaram nos mesmos trunfos dos embates anteriores: o tucano confrontou a petista sobre a profusão de escândalos no governo e frisou o retorno da inflação; a petista explorou a crise de falta de água em São Paulo e buscou a comparação entre as gestões do PT e do PSDB. Mas foi a corrupção, citada em três dos quatro blocos, o tema que esquentou o debate.

Mais de uma vez, a troca de farpas excedeu os microfones e acabou insuflando os convidados dos dois candidatos, que reagiram com vaias e aplausos na plateia. O formato de arena em dois dos quatro blocos, no qual os candidatos puderam se movimentar livremente pelo palco, expôs o nervosismo de Dilma, que já tinha de driblar a tradicional dificuldade de traquejo – ela chegou a chamar um eleitor de "candidato".

Aécio abriu o debate questionando a petista sobre a reportagem de capa de VEJA desta semana, na qual o doleiro Alberto Youssef, pivô de um megaesquema de lavagem de dinheiro desvios de recursos da Petrobras para políticos e partidos, afirmou em depoimento à Polícia Federal que Dilma e o ex-presidente Lula sabiam das falcatruas. O tucano também abordou o terrorismo eleitoral propalado pelo PT nos rincões do país, segundo o qual programas sociais serão encerrados se ela não se reeleger. Sobre corrupção, Dilma atacou a reportagem e repetiu o discurso de que os escândalos só foram descobertos depois que o PT chegou ao poder porque eram engavetados nas gestões tucanas.

O bloco inicial teve ainda embates sobre o investimento de 2 bilhões de reais do governo brasileiro na construção de um porto em Cuba e a volta da inflação. Além do choque de números, Dilma apostou em críticas às administrações tucanas e chamou Aécio de "líder do presidente Fernando Henrique Cardoso". O tucano devolveu: "Eu era líder do PSDB". Fora do microfone, Dilma disse: "Não tem importância". Foi quando Aécio cutucou: "Para quem não conhece o Congresso Nacional...". A claque entrou em ação: gargalhadas, aplausos e vaias.(Veja.com)jornaldamidia

Dilma e Aécio respondem a indecisos e mantêm acusações no debate final

Do G1, em Brasília
Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) participaram na noite desta sexta-feira (24) na TV Globo do último debate antes do segundo turno da eleição. Além das perguntas entre si, os candidatos responderam a questões do dia a dia formuladas por eleitores indecisos. Nas respostas, ambos mantiveram a troca de acusações e ironias de outros debates. O G1acompanhou o debate em tempo real e o transmitiu ao vivo.
(Veja a íntegra do debate no vídeo acima e, bloco a bloco, ao final desta reportagem.)
O debate começou às 22h08 e durou uma hora e 50 minutos. Terminou pouco antes da meia-noite, horário limite permitido pela Lei Eleitoral.
Foram quatro blocos: o primeiro e o terceiro tiveram perguntas entre os candidatos; no segundo e no quarto, Dilma e Aécio responderam a questões de eleitores indecisos selecionados pelo instituto de pesquisa Ibope, que estavam no auditório e foram escolhidos por sorteio pelo mediador William Bonner. No quarto bloco, os candidatos também fizeram as considerações finais.
Por sorteio, Aécio abriu o primeiro e o terceiro blocos, Dilma, o segundo e o quarto. Nas considerações finais, em ordem também definida por sorteio, Dilma falou primeiro. Veja a íntegra das afirmações de cada 
um:

Dilma (Foto: Arte/G1)
Aécio - considerações finais (Foto: Arte/G1)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dilma Rousseff e Aécio Neves chegam à TV Globo para último debate antes das eleições

Dilma Rousseff e Aécio Neves chegam à TV Globo para último debate antes das eleições

O candidato tucano à Presidência foi o primeiro a chegar aos estúdios. Convidados e aliados dos políticos já estão no local para acompanhar o encontro.
duração: 03:05

Rombo nas contas brasileiras é o maior em 67 anos

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel explicou nesta sexta-feira, 24, que a balança comercial foi a "maior responsável" pelo déficit em conta corrente de setembro, que ficou em US$ 7,907 bilhões. No mês passado, a balança terminou negativa em US$ 940 milhões. "Há uma redução da corrente de comércio, com queda maior das exportações em setembro", observou o economista.

Em setembro, as vendas de produtos brasileiros para o exterior ficaram em US$ 19,617 bilhões. Em igual mês do ano passado elas haviam ficado em US$ 20,850 bilhões. "Parte dessa redução na balança se deve pelo preço, que tem caído cerca de 4% no ano", explicou Maciel, que listou alguns produtos para dar exemplo, como minério de ferro, com queda de 17% em 2014, açúcar bruto com recuo de 10% e soja, com queda de 5%.

Maciel disse ainda que as condições de financiamento de déficit em conta corrente permanecem confortáveis. Segundo ele, 80% do déficit segue financiado pelo Investimento Estrangeiro Direto (IED). "Além disso, outras fontes de financiamento, como as taxas de rolagem, estão em 100%, então as condições de financiamento permanecem favoráveis", observou.

Projeções - Para outubro, Maciel informou que o BC estima que o déficit em conta corrente deve ficar em US$ 6,6 bilhões. Em igual mês do ano passado, havia ficado em US$ 7,1 bilhões.

Maciel informou ainda que a previsão para o IED em outubro é de um ingresso líquido de US$ 4 bilhões. Segundo ele, a parcial de ingressos até 22 de outubro está em US$ 2,9 bilhões.

De acordo com Maciel, o ingresso de IED tem sido influenciado, ano a ano, por obras de infraestrutura no segmento energético.

De janeiro a setembro de 2013, esse ramo havia atraído US$ 1,403 bilhão; em 2014, esse volume de recursos quase dobrou, passou para US$ 2,173 bilhões. Fonte: Estadão Conteudo.(Ansa Brasil)

Petrolão: doleiro pode ajudar PF a identificar contas secretas do PT no exterior

A Capa de VEJA – Ou: Se Dilma for reeleita, o presidente do Brasil acabará sendo Michel Temer. Ou: Além de dizer que a governanta sabia da roubalheira na Petrobras, doleiro diz que pode ajudar polícia a identificar contas secretas do PT no exterior. Parece que a casa caiu!
REINALDO AZEVEDO
O governo segurou dados negativos sobre o Ideb, a miséria e a arrecadação, entre outros, porque teme que eles possam prejudicar a votação da candidata do PT à reeleição. Já é um escândalo porque o estado brasileiro não pertence ao partido. Ao jornalismo não cabe nem retardar nem apressar a publicação de uma reportagem em razão do calendário eleitoral. A boa imprensa se interessa por fatos e disputa, quando muito, leitores, ouvintes, internautas, telespectadores. 

Na terça-feira passada — há três dias, portanto —, o doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato, deu um depoimento estarrecedor à Polícia Federal e ao Ministério Público. A revista VEJA sabe o que ele disse e cumpre a sua missão: dividir a informação com os leitores. Se, em razão disso, pessoas mudarão de voto ou se tornarão ainda mais convictas do que antes de sua opção, eis uma questão que não diz respeito à revista — afinal, ela não disputa o poder. 

E o que disse Youssef, como revela VEJA, numa reportagem de oito páginas? Que Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sabiam da roubalheira que havia na Petrobras.

Mais: Youssef se prontificou a ajudar a Polícia a chegar a contas secretas do PT no exterior. Segundo as pesquisas, Dilma poderá ser reeleita presidente no domingo. Se isso acontecer e se Youssef fornecer elementos que provem que a presidente tinha conhecimento das falcatruas, é certo como a luz do dia que ela será deposta por um processo de impeachment. Não é assim porque eu quero. É o que estabelece a Lei 1.079, com base na qual a Câmara acatou o processo de impeachment contra Collor e que acabou resultando na sua renúncia. O petrolão já é o maior escândalo da história brasileira e supera o mensalão.

O diálogo que expõe a bomba capaz de mandar boa parte do petismo pelos ares é este:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Youssef diz ter elementos para provar o que diz — e, em seu próprio benefício, é bom que tenha, ou não contará com as vantagens da delação premiada e ainda poderá ter a sua pena agravada. A sua lista de políticos implicados no esquema já saltou, atenção, de 30 para 50. 

Agora, aparece de forma clara, explícita, em seu depoimento, a atuação de José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras durante o califado de Lula e em parte do governo Dilma. Entre outros mimos, ele revela que Gabrielli o chamou para pagar um cala-boca de R$ 1 milhão a uma agência de publicidade que participava do pagamento ilegal a políticos. Nota: Youssef já contou à PF que pagava pensão mensal a membros da base aliada, a pedido do PT, que variavam de R$ 100 mil a R$ 150 mil.

Pessoas que conhecem as denúncias de Youssef asseguram que João Vaccari Neto — conselheiro de Itaipu, tesoureiro do PT e um dos coordenadores da campanha de Dilma — será fulminado pelas denúncias. O doleiro afirma dispor de provas das transações com Vaccari. Elas compõem o seu formidável arquivo de mais de 10 mil notas fiscais, que servem para rastrear as transações criminosas.

Contas no exterior - É nesse arquivo de Youssef que se encontram, segundo ele, os elementos para que a Polícia Federal possa localizar contas secretas do PT em bancos estrangeiros, que o partido sempre negou ter, é claro. Até porque é proibido. A propósito: o papel de um doleiro é justamente fazer chegar, em dólar, ao exterior os recursos roubados, no Brasil, repatriando-os depois quando necessário.

Por que VEJA não revelou isso antes? Porque Youssef só depôs na terça-feira. A revista antecipou a edição só para criar um fato eleitoral? É uma acusação feita por pistoleiros: VEJA publicou uma edição na sexta-feira anterior ao primeiro turno e já tinha planejada e anunciada uma edição na sexta-feira anterior ao segundo turno. Mas que se note: ainda que o tivesse feito, a decisão seria justificada. Ou existe alguém com disposição para defender a tese de que vota melhor quem vota no escuro?

Quanto ao risco de impeachment caso Dilma seja reeleita, vamos ser claros: trata-se apenas da legislação vigente no Brasil desde 10 de abril de 1950, que é a data da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade e estabelece a forma do processo. Valia para Collor. Vale para Dilma. Se Youssef estiver falando a verdade — num processo de delação premiada — e se Dilma for reeleita, ela será deposta. Se a denúncia alcançar também seu vice, Michel Temer, realizam-se novas eleições diretas 90 dias depois do último impedimento se não tiver transcorrido ainda metade do mandato. Se os impedimentos ocorrerem nos dois anos finais, aí o Congresso tem 90 dias para eleger o titular do Executivo que concluirá o período.

Informado, o eleitor certamente decide melhor. A VEJA já está nas bancas. (Blog de Reinaldo Azevedo) 

Leia também:
BLOGJORNALDAMIDIA

ISTO É SENSUS: AÉCIO TEM 54,6% DOS VOTOS VÁLIDOS E DILMA, 45,4%

Pesquisa IstoÉ Sensus divulgada nesta sexta-feira mostra o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, nove pontos à frente da adversária Dilma Rousseff (PT). O tucano aparece com 54,6% das intenções de votos válidos, contra 45,4% de Dilma. A pesquisa também mostra que, a dois dias da eleição, 11,9% do eleitorado ainda não sabe em quem votar. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio tem 48,1% e Dilma, 40%. O instituto Sensus mediu também a rejeição dos candidatos e aponta que 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam de forma alguma em Dilma, enquanto 33,7% disseram o mesmo de Aécio. O Sensus entrevistou 2 mil eleitores de 136 municípios em 24 Estados entre os dias 21 e 24 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01166/2014.
Agência Estado/GERALDOJOSÉ

PREFEITO DE SENTO SÉ É SENTENCIADO A 10 ANOS DE PRISÃO

O prefeito de Sento Sé Ednaldo Barros (PSDB) foi sentenciado nesta quinta-feira, 23, pela 2ª Câmara do Tribunal de Justiça a cumprir dez anos e três meses de reclusão. Segundo informações do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), o prefeito foi condenado por desviar recursos públicos.
Ednaldo foi eleito em 2009 e reeleito em 2012. Ele também já havia sido prefeito de 1997 a 2003. Ainda de acordo com o MP-BA, Ednaldo desviou recursos por meio de aquisições fraudulentas de móveis escolares e materiais de limpeza realizadas em 1998 e acobertadas com notas fiscais "frias".
Além do tempo de reclusão, a sentença prevê ainda perda do cargo, afastamento imediato das funções, inelegibilidade por oito anos e inabilitação para o exercício do cargo público por cinco anos. A condenação teve como base duas ações penais ajuizadas pelo Núcleo de Investigação de Crimes Atribuídos a Prefeitos (CAP) do MP-BA.
Informações do Jornal A Tarde

OBSERVAÇÃO:


Ontem (23) conversamos com o prefeito Ednaldo Barros e o mesmo disse que estava tranquilo. Vai esperar o julgamento de todos os processos para se pronunciar. 
NOSSA OPINIÃO: Se o atual acórdão do TJ estiver embasado e idêntico ao anterior de 25 de Setembro o STJ poderá reconduzir o prefeito automaticamente ao cargo. Opinião fundamentada na Decisão publicada no ultimo dia 10/10 no Diário de Justiça Eletronico.

Enquete: leitores do Bahia Notícias condenam falta de renovação da Assembleia Legislativa

A última enquete do Bahia Notícias versou sobre a renovação de 33% na Assembleia Legislativa, com participação de 2.040 leitores. A maioria (42,84%) se mostrou descontente com o atual quadro da Casa e disse que “Deveria ter renovado todos os deputados estaduais”. 28,68% dos participantes vão pela mesma linha: “Renovação? Nada muda, apenas os rostos”. A opção “Boa, porém esperava a eleição de mais pessoas novas” foi votada por 12,25%. Poucos leitores aprovaram a falta de mudança. 8,04% escolheram que essa é “Uma excelente oportunidade para repensar o legislativo”, enquanto que 8,19% foram de “Gostei. Alia renovação e experiência”. A nova enquete do BN é “Vencedores da licitação do ônibus em Salvador vão operar por 25 anos. Muda algo?” e ficará uma semana disponível.
BN

Rui Costa anuncia grupo para iniciar transição

Foto: Divulgação

Governador eleito da Bahia, Rui Costa (PT)
O governador eleito da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou que na próxima semana criará um grupo para iniciar o trabalho de transição. Ele quer deixar o grupo pronto antes de viajar para o período de descanso, que vai tirar após o segundo turno. “Esse grupo vai começar a levantar os dados que precisamos para algumas medidas que vamos tomar. Quando voltar de viagem, quero reunir os partidos e lideranças para discutir a formação do governo. Em dezembro anuncio o secretariado”. O cronograma de trabalho foi divulgado durante visita a cidade Jequié, na manhã dessa sexta (24). Rui, a senadora Lídice da Mata e deputados da região realizaram caminhada agradecendo a eleição e pedindo votos para Dilma. “Precisamos ter as portas abertas em Brasília. A Bahia tem uma arrecadação pequena e depende do governo federal para realizar grandes projetos. Vamos reeleger nossa presidenta e garantir mais quatro anos de grandes obras no estado”, defendeu Rui. Para a cidade de Jequié, o governador eleito reafirmou os compromissos de colocar a Upa 24hs para funcionar, reformar e ampliar os hospitais de Ipiaú e Jaguaquara, o que desafoga o hospital da cidade e criar o pólo logístico, a beira da Ferrovia Oeste Leste. “Os técnicos do governo já estão trabalhando para definir o traçado do terreno onde vai ser construído o Pólo. Não queremos que Jequié apenas veja o trem passar, queremos que ele pare aqui, carregue e descarregue os produtos da região”, explicou o governador.
politicalivre