segunda-feira, 7 de abril de 2014

Entidades médica relatam falta de investimento como responsável por 'descaso na assistência'

por Francis Juliano
Entidades médica relatam falta de investimento como responsável por 'descaso na assistência'
Hospital Roberto Santos/Foto: Sindimed
Representações de médicos que atuam em Salvador procuraram a imprensa e a Câmera de Vereadores da capital baiana nesta segunda-feira (7), Dia Mundial da Saúde, para criticar o que chamam de subfinanciamento do setor público, razão pela qual origina os vários problemas do setor. Segundo o vice-presidente da Associação Baiana de Medicina (ABM), Robson Moura, três questões impactam na qualidade do serviço à população. “O repasse de verbas, que é abaixo do que é exigido pela Constituição; a má gestão e a corrupção”, disse em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com a ABM, o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) e o Conselho Regional de Medicina da Bahia (CRM-BA), que participam da iniciativa, enquanto o investimento na saúde baiana caiu 11,59% nos últimos cinco anos, a receita líquida de impostos do governo do Estado subiu 62,67% no mesmo período. “No ano de 2009, quando a Receita Líquida de Impostos atingiu aproximadamente R$ 12 bilhões, o investimento para saúde foi de quase 14% deste valor”, diz o comunicado das entidades. Eles ainda informam que em 2013, a arrecadação líquida saltou para quase R$ 20 bilhões, com a porcentagem para à Saúde reduzida para 12,28%.  O vice-presidente da ABM ainda afirmou que em 2012, o Ministério da Saúde devolveu R$ 17 bilhões ao governo porque a própria pasta “não apresentou projetos”. Moura apontou problemas que poderiam ser evitados caso os recursos e uma gestão responsável fossem praticados. A greve na maternidade do Roberto Santos, a falta de uso de leitos (além de enfermeiros e medicamentos) no Ernesto Simões, e o fechamento parcial do centro cirúrgico do Clériston Andrade, em Feira de Santana, seriam questões que poderiam ser solucionadas. As entidades ainda informam que nas maternidades públicas em Salvador, há uma deficiência de 117 leitos obstétricos.

BN
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