sexta-feira, 4 de setembro de 2015

SINOPSE DOS JORNAIS

04 de setembro de 2015
O Globo

Manchete : Temer diz que Dilma não resiste sem apoio popular

‘Se continuar com 7%, 8% de popularidade, não dá para passar 3 anos e meio’

Para vice, aprovação só aumenta se a economia melhorar ; caso contrário, nada poderá ser feito

O vice-presidente Michel Temer disse ontem a empresários, em São Paulo, que será difícil a presidente Dilma Rousseff resistir até o fim do mandato se mantiver a baixa popularidade atual. Temer afirmou ainda que nada poderá fazer se a aprovação ao governo não subir . “Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo. Se a economia melhorar, acaba voltando a um índice razoável. Mas, se ela continuar com 7%, 8% de popularidade, de fato fica difícil, não dá para passar três anos e meio assim.” Michel Temer disse ainda que não moverá “uma palha ” para assumir o lugar de Dilma por não ser oportunista. (Pág. 7)

Presidente defende superávit para manter Levy
Num dia de intensas especulações e após o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cancelar viagem à Turquia para a reunião do G-20, a presidente Dilma entrou em ação para tentar assegurar a permanência dele no governo. O ministro foi convocado para reunião da qual participaram também Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (C asa Civil), com os quais ele tem se desentendido . Como Levy cobra apoio à sua política econômica, Dilma determinou que todos passassem a defender o superávit, apesar de ter enviado ao Congresso proposta de Orçamento com déficit de R$ 30,5 bilhões. Ao fim da reunião, Mercadante anunciou que Levy fica. Mas, segundo interlocutores, o ministro condiciona sua permanência ao cumprimento da promessa de Dilma. (Pág. 3)


Nervosismo vai às alturas nos mercados (Págs. 19 a 21)


‘Mais claro impossível’, diz delator

Dono da UTC Engenharia e agora delator da Lava-Jato, Ricardo Pessoa disse, em depoimento , que fazia depósitos diretamente na conta do PT . E que os recursos repassados oficialmente eram desviados da Petrobras no esquema do escândalo de propina. (Pág. 8)


‘Mais claro impossível’, diz delator

Dono da UTC Engenharia e agora delator da Lava-Jato, Ricardo Pessoa disse, em depoimento, que fazia depósitos diretamente na conta do PT. E que os recursos repassados oficialmente eram desviados da Petrobras no esquema do escândalo de propina. (Pág. 8)


Para não repetir Collor, PT desiste de apelo

Após convocar militantes a irem às ruas de verde e amarelo no Sete de Setembro em defesa do governo, o PT recuou com medo do efeito Collor. (Pág. 6)


PF investiga falha no Santos Dumont

Infraero e PF querem saber como réplica de pistola levada a Brasília por assessor da Secretaria de Segurança passou por raio X do aeroporto. (Pág. 10)


Merval Pereira

Levy ganhou fôlego, mas terá de enfrentar o fim de semana (Pág. 4)


Míriam Leitão
Levy não foi contra o Orçamento, diz Barbosa (Pág. 20)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Levy cobra de Dilma discurso por superávit e fica no cargo

Ministro adia viagem para se reunir com presidente e exigir fim de 'sinais trocados' na política fiscal

A presidente Dilma Rousseff deflagrou ontem operação para mostrar apoio ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e garantir sua permanência no cargo após se comprometer com a manutenção da meta de superávit. Apesar de ter sido defendido no dia anterior, Levy dava sinais de desconforto à frente da economia. Dilma então convocou reunião de última hora com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) para convencê-lo a ficar. Após adiar viagem para reunião do G-20 na Turquia, Levy aproveitou o encontro para apresentar condições: cobrou que se transforme em prática o apoio dado pela presidente e se mostrou incomodado com o que considera "sinais trocados". O ministro entende que a política fiscal "precisa ter uma cara só", sem contradições. No fim da reunião, com o endosso de Dilma, coube a Mercadante falar pelo governo e assegurar que Levy "está na equipe, ajuda muito e vai continuar ajudando". (Política/ Pág. A4 )

Lula defende afrouxar ajuste

O ex-presidente Lula orientou Dilma Rousseff a não deixar dúvida sobre a permanência de Joaquim Levy no cargo, mas considera necessário afrouxar o ajuste fiscal para permitir crescimento. (Pág. A4)



Dono da UTC diz que depositava propina em conta do PT

O dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro ter depositado dinheiro do esquema de corrupção na Petrobrás diretamente em conta bancária do PT. Segundo ele, "sempre houve propina" nos contratos celebrados entre a empreiteira e a estatal referentes às obras do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) e das refinarias Abreu e Lima (PE) e Getúlio Vargas (PR). Pessoa disse que seu primeiro contato na Diretoria de Serviços da Petrobrás foi o ex-gerente Pedro Barusco, braço direito do então diretor Renato Duque. "Depois, o próprio Duque me procurou e começou a dizer que eu tinha de fazer contribuições políticas e que essas contribuições teriam de ir através do (João) Vaccari (Neto, ex-tesoureiro do PT)." Vaccari está preso, acusado de ser o operador do PT no esquema e de ter lavado dinheiro para o partido. (Política / Pág. A7)

Vaccarezza é indiciado

A PF indiciou Cândido Vaccarezza, ex-líder do PT e do governo na Câmara, e mais dois deputados por recebimento de propina de contratos da Petrobrás. (Pág. A8)



Supremo libera análise de contas do governo só pela Câmara

O plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu ontem que a orientação do ministro Luís Roberto Barroso de que a votação das contas presidenciais deve ser feita por sessão conjunta de Câmara e Senado, e não por uma só Casa, é "mera sinalização" e não tem efeito decisivo. Na prática, isso libera a análise das contas de Dilma na Câmara, pelo menos até a Corte discutir o mérito da questão. Eventual rejeição pode servir de base à abertura de processo de impeachment. (Política/ Pág. A6)

Frente pedirá impeachment

Partidos de oposição e até integrantes da base aliada pretendem lançar na próxima semana na Câmara movimento pró-impeachment de Dilma Rousseff. (Pág. A6)



Petrobras corta viagens e festas para poupar US$ 12 bi

A Petrobras anunciou que cortará US$ 12 bilhões (o equivalente a R$ 45 bilhões) até 2019 em "gastos operacionais gerenciáveis" com funcionários, como cursos, confraternizações e viagens. A estatal tem cerca de 80,9 mil funcionários próprios e 200 mil terceirizados. (Economia/Pág. B1)


Alckmin congela contratações (Metrópole/Pág. A13)


Eliane Cantanhêde
São dois pra lá, dois pra cá

Levy adiou ida ao G-20 para lavar roupa suja no Planalto. Temer confraternizou em São Paulo com a socialite de um dos movimentos "Fora Dilma" (Política/Pág. A6)



Notas&Informações
Um estranho no ninho

A Joaquim Levy resta apenas o papel de fiador de uma política fiscal que não consegue implementar (Pág. A3)

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Zero Hora

Manchete : Planalto tenta garantir permanência de Levy

Em dia marcado por boatos e turbulência no mercado, Dilma faz reunião para pacificar equipe econômica. (Notícias | 26, 31 e 33)


Piratini envia hoje projeto sobre os depósitos judiciais

Mesmo sem acordo para votação, governo encaminha proposta que poderá aliviar caixa em R$ 1 bilhão. (Notícias | 8, 12 e 14)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Presidente recua do recuo e volta a defender superavit

‘Levy fica’, afirma Mercadante (Casa Civil) após reunião com Dilma e Nelson Barbosa (Planejamento)

A presidente Dilma Rousseff montou operação para segurar Joaquim Levy no governo e acalmar o mercado após sinalizações dadas pelo ministro da Fazenda de que poderia deixar o cargo. Após uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada para pacificar a equipe econômica, o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou: “Levy fica”. No encontro que reuniu também o ministro Nelson Barbosa (Planejamento), a petista recuou de novo sobre a meta fiscal para 2016. Ela agora volta a defender um superavit primário de 0, 7% do PIB, numa linha apoiada por Levy. Na segunda (31), o governo havia enviado projeto de Orçamento prevendo deficit de R$ 30,5 bilhões (0,2% do PIB). A mudança na estratégia do governo indica que o ministro da Fazenda não deve aceitar mais ficar isolado. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, foi a Brasília acalmar Levy e se reunir com Dilma. Para ele, insistir na meta deficitária alimentaria a disparada do dólar, que ficou estável em R$ 3,76. A notícia do novo recuo evitou outra alta. (Poder)



Em dólares, Bolsa tem o menor preço desde 2005

As ações das principais empresas brasileiras caíram aos menores preços, em dólar, em mais de dez anos. As preferenciais (sem voto) da Petrobras foram negociadas nesta quinta a US$ 2, 32. É o menor valor desde agosto de 2004. Os papéis preferenciais da Vale fecharam o dia em US$ 4,03, o menor valor desde os US$ 3,97 de junho de 2005. (Mercado a13)


Bandeira de Dilma, ensino técnico terá 50% das vagas

O governo criará pouco mais da metade das vagas prometidas para a segunda etapa do Pronatec, programa de ensino técnico e profissional e uma das principais bandeiras de Dilma Rousseff na campanha de 2014. Com a crise econômica, serão 6,3 milhões de vagas até 2019. Ao tomar posse, a presidente anunciou 12 milhões até 2018. (Cotidiano b1)


Dono da UTC diz ter pago propina em todas as obras

Dono das construtoras UTC e Constran, e tido como organizador de cartel do setor, Ricardo Pessoa admitiu a realização de reuniões para “reduzir a concorrência” e o repasse de propina em três das dez maiores obras no país. Ele disse ao juiz Sergio Moro, da Lava Jato, ter pago suborno em todos os contratos em que atuou. (Poder a6)


Laura Carvalho

Governo deveria se endividar para salvar empregos e superar a crise

O governo ainda pode ajudar a superar a crise se contar, como em 2009, com a força do mercado interno e com sua capacidade de endividamento, que já está sendo usada para cobrir sucessivas quedas nas receitas. Melhor seria endividar-se para preservar empregos e expandir investimentos em infraestrutura física e social. (Mercado a19)



Painel

Haddad vai virar o boneco gigante ‘Raddard’ no protesto de 7 de Setembro (A4)


Ruy Castro

Pixuleco portátil à venda teria o sucesso que Fuleco não viu (Opinião a2)
Editoriais
Leia “Desajuste fiscal”, sobre iniciativas do Congresso para aumentar os gastos públicos, e “Maduro na fronteira”, a respeito de crise na Venezuela (Opinião A2)
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