sábado, 27 de fevereiro de 2016

SENTO SÉ: Conflito agrário deixa clima tenso no interior de Sento-Sé

img oneO clima está tenso no interior do município de Sento-Sé, Norte da Bahia, por causa de um conflito agrário envolvendo 57 produtores rurais da região das Lagoas, distrito de Amaniú, e o latifundiário Dr. José Neto. De acordo com os trabalhadores há alguns meses o fazendeiro resolveu cercar toda a extensão de terra que vai desde a extremidade do povoado Pedra Branca até a comunidade de Caititu, num raio de mais de 25 km, fechando de vez os acessos ás pequenas propriedades, e deixando os produtores encurralados. Com tratores esteira escoltados por jagunços, o fazendeiro teria ordenado a derrubada da vegetação para fazer variantes, desrespeitando limites de mais de cinquenta anos, relatou um dos colonos. Para impedir o avanço das máquinas, semana passada os camponeses ameaçaram atear fogo no fazendeiro e nos tratores, caso os serviços não parassem. Temendo uma tragédia de grandes proporções, o latifundiário recuou, mas deixou claro que vai fazer a ocupação a qualquer custo.
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Preocupados com a situação, os produtores convocaram uma reunião na última sexta-feira (26), na fazenda sossego, com a presença do prefeito Ednaldo Barros e de dois procuradores do município, para mediarem o conflito.
Em apoio aos agricultores, o prefeito Ednaldo Barros assegurou assistência jurídica gratuita e um recadastramento imobiliário rural com georreferenciamento das pequenas propriedades, para legitimar perante a justiça, a propriedade, posse e uso da terra.
Os produtores denunciaram que estão sendo coagidos por autoridades policiais de Sento-Sé, por isso, estabeleceram procuração aos advogados para formulação de queixas junto ao Ministério Público, Juizado de Direito, Secretaria da Segurança Pública e Ministério da Justiça.
Na fazenda Barra, os moradores não aguentaram a pressão e já abandonaram as casas. Os agricultores José Moreno, José Lealdo, Zé de Ozeias, Florisvaldo Almeida, Carlos Alberto, Valdomiro Reis, Frank França, José Gomes, João Barbosa, Rosalvo Almeida e Zé Carlos Damasceno, garantem que as propriedades são legitimas e que a ação do fazendeiro mais parece um surto psicótico. A terra é nossa, dela não vamos desistir, desabafou Zé de Ozéias.
Fonte: ascom/pmss
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