quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

BRASIL: Forrozeiros reivindicam que São João se torne feriado nacional

Felipe Pontes
Repórter da Agência Brasil

O ministro do Turismo, Henrique Alves, durante encontro com artistas e grupos de forró de nove estados brasileiros (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Cerca de 20 dos principais nomes do forró tradicionalnordestino estiveram hoje (17) nos ministérios doTurismo e da Cultura para pedir, entre outras reivindicações, empenho dos ministros Henrique Eduardo Alves e Juca Ferreira para que o dia de São João se torne feriado nacional.
Atualmente, o São João, comemorado em 24 de junho, é feriado em alguns estados do Nordeste, como Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Paraíba. Em agosto de 2015, o deputado Valmir Assunção (PT-BA) apresentou um projeto de lei na Câmara dos Deputados para que o feriado seja nacionalizado.
“Gostaríamos que o São João se tornasse uma festa do calendário oficial do governo brasileiro, que o 24 de junho seja feriado nacional e que nós tenhamos força como movimento cultural do Brasil, porque o São João é a maior festa brasileira”, disse o cantor e compositor cearense Alcymar Monteiro.
Os artistas argumentam que, enquanto festas como o carnaval têm seus eventos concentrados em algumas poucas capitais brasileiras, o São João está mais presente nas pequenas cidades do interior. Com a nacionalização do feriado, os forrozeiros esperam que os governos de regiões com tradição mais tímida de festas juninas passem ainvestir mais na data.
“Existe uma dificuldade do trabalhador de outras regiões que não o Nordeste em participar da festa”, disse o cantor baiano Adelmario Coelho, que lidera o movimento “São João – Um Novo Produto do Turismo Cultural para Unir o Brasil”.
Entre as principais queixas apresentadas pelos músicos durante a reunião com o ministro Henrique Eduardo Alves, está a descaracterização das festas juninas. Parlamentares das bancadas da Bahia e de Pernambuco também participaram do encontro.
Segundo os artistas, atualmente, grande parte do dinheiro investido nas festas juninas é destinado a bandas com músicas de apelo sexual, muitas vezes de objetificação da mulher. “Poucos controlam [os patrocínios], inclusive com conteúdo machista, e nós não podemos fortalecer isso com dinheiro público”, disse Coelho.
Fonte: Jornaldamidia
Home Ads