quarta-feira, 23 de março de 2016

Grupo Odebrecht multiplicou por seis o faturamento no governo do PT

Foto: Divulgação

Dilma e Lula
Um dos maiores e mais tradicionais grupos empresariais do País, a Odebrecht S/A desenvolveu ao longo de seus 72 anos de história uma capacidade extraordinária de se relacionar com governos, no Brasil e no exterior. Em território brasileiro, construiu estradas, estaleiros, aeroportos, metrôs e estádios para a Copa do Mundo, entre eles a Arena Corinthians. Os primeiros contratos com a Petrobrás foram firmados ainda na década de 50. E, hoje, a estatal, mais do que cliente, é também sua sócia em uma das maiores subsidiárias do grupo: a petroquímica Braskem. Lá fora, o primeiro projeto estrangeiro da Odebrecht foi a construção de uma hidrelétrica no Peru, em1979. Cinco anos depois, começou a construir a maior hidrelétrica de Angola, dando início ao seu relacionamento com o presidente José Eduardo dos Santos, que ainda hoje está no comando do país africano. No Panamá, ganhou US$ 8,5 bilhões em contratos públicos ao longo da última década. E, em Cuba, está à frente do polêmico Porto de Mariel. A empreiteira certamente não teria alcançado tamanho destaque não fosse o empurrãozinho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre 2007 e o início de 2015, o banco de fomento destinou à Odebrecht cerca de 70% de todo recurso destinado a obras de empresas brasileiras no exterior. Dos R$ 12 bilhões emprestados pelo banco com essa finalidade, R$ 8,2 bilhões foram para o grupo. Embora, historicamente, a empresa fundada por Norberto Odebrecht estivesse sempre muito próxima do poder, foi no governo petista que o grupo deu um de seus maiores saltos. Em 2003, quando Lula chegou à presidência, a Odebrecht já era considerada a maior empreiteira do País, com faturamento de R$ 17,3 bilhões. Até 2014, a receita foi multiplicada por seis, para R$ 107,7 bilhões. Além de engenharia e construção, a empresa atua em outros dez negócios, entre eles saneamento, logística e exploração de petróleo. Leia mais no Estadão.
Estadão/poliicalivre
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