quinta-feira, 24 de março de 2016

Opinião: Lula ganha uma parada e perde outra

por Samuel Celestino
 Opinião: Lula ganha uma parada e perde outra
Foto: Instituto Lula
Sem saída, os executivos da empreiteira Odebrecht estão com carta branca para fazerem, em bloco, delação premiada à Operação Lava Jato, que poderá ser seguida pelo presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, o que parece provável. Se este cenário prevalecer, o senador Aécio Neves, desgastado, pode não perder a presidência do PSDB, mas há informações que o colocam na defensiva, o que dificulta a sua pretensa candidatura presidencial em 2018. O fato de ter recebido dinheiro das empreiteiras para a sua campanha de 2014, assim como a campanha de Dilma recebeu, não constituem problemas. Ambos têm a seu favor a legalidade das doações na época, por não haver nenhum impedimento. Eram naturais as doações. A partir das eleições municipais deste ano, a legislação não permite. A crise no setor político se acentua a cada dia, como esta decisão da noite desta terça-feira (22) do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, retirando a competência do juiz Sérgio Moro para julgar o ex-presidente Lula, que passou a ser tarefa exclusiva do STF. Isto até que o colegiado decida, o que só acontecerá na próxima semana. Caiu a decisão do ministro Gilmar Mendes, assim como todas as outras. Zavascki é o relator do processo. Moro passa a ter competência restrita, a partir de agora, à Operação Lava Jato, até que haja uma decisão dos 11 ministros do Supremo. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, Lula ganhou uma parada e perdeu outra. Mesmo dialogando com o PMDB, o partido continua entrincheirado para saltar do governo, mantendo a sua convenção para o dia 29 que, se vier a acontecer, será um nocaute para o governo Dilma, que ficará a um passo do impeachment. Ela não terá os votos que necessita na Câmara.  Além do PMDB, outros partidos saltarão a cerca.  Dentre eles o PPS e o PSB.

BN
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