domingo, 20 de março de 2016

Opinião: Palácio do Planalto isolado

por Samuel Celestino
Opinião: Palácio do Planalto isolado
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Com a comissão do impeachment já aprovada pela Câmara, assim como o presidente e o relator, já não se sabe quanto tempo a presidente Dilma Rousseff ficará no poder e quando o novo ministro da Casa Civil, Lula, assumirá as suas funções. Se o impeachment vingar, o tempo será breve. Num movimento que chega retardado, o Palácio do Planalto quer trazer de volta o PMDB para a sua base de apoio, oferecendo cargos e mais cargos assim como ministérios. Esta tentativa certamente não prevalecerá porque, como se notou na posse de Lula, nem o vice Michel Temer, presidente do PMDB, esteve presente ao acontecimento nem o presidente do Senado, Renan Calheiros, por lá apareceu. O salão foi ocupado apenas por petistas que ouviram o duro discurso de Dilma. Com as manifestações de rua em todo o País – inclusive a de hoje organizada pelo o PT – o País passou a ser foco da mídia internacional em consequência desta crise que não se tem noção de como terminará.  Ao mesmo tempo, dezenas de ações chegam ao Supremo Tribunal Federal contra a posse de Lula na Casa Civil, denotando de forma clara, que o líder e fundador do PT está em processo de decadência e tenta se acobertar para não ser alvo da Justiça que está em seu encalço. A República, portanto, está em chamas. Uma crise que complica o estado democrático e se espera que não perdure.

bn
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