domingo, 17 de abril de 2016

Opinião: Duas propostas impossíveis

por Samuel Celestino
Opinião: Duas propostas impossíveis
Foto: Câmara dos Deputados
Com a abertura do processo de impeachment na manhã desta sexta-feira (15), surge na coluna Painel de a “Folha de S. Paulo” duas sugestões que teriam origem entre ministros e conselheiros palacianos, como uma possível saída para que a presidente Dilma permaneça no poder, o que não parece crível. No domingo, o impeachment passará, por já haver número suficiente de votantes para isso. A ela foram propostas duas alternativas: a primeira, a entrega dos cargos pelos ministros, consequentemente com pedidos de demissão coletiva, isto na segunda-feira, ou a convocação de novas eleições para presidente e vice.  Com o processo já embalado, não há a menor perspectiva de retorno e, sim, o encaminhamento para a definição que caberá ao Senado. A proposta seria, em relação ao pedido de demissão ministerial, a “refundação” do governo, o que não tem o menor cabimento. Até porque, se Rousseff não consegue recompor as vagas deixadas por alguns (poucos) ministros, forçados pelos seus partidos a renunciar, não teria como arranjar substitutos, a não ser mequetrefes. O fato é que o governo está chegando ao seu final. Se até aqui, ainda não obteve número de votos, 172, para enfrentar a oposição, como faria então um ministério de peso? De que forma? Na verdade, o que parece estar à frente será o aumento do número de votantes pró-impeachment neste domingo. A maioria da Câmara espera que os indecisos optem por este caminho, porque não há outro que possam trilhar.

BN
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