domingo, 3 de abril de 2016

OPINIÃO: Opinião: O prefeito, o PMDB e seus 'ministros'

por Samuel Celestino
Opinião: O prefeito, o PMDB e seus 'ministros'
Foto: Robert Stuckert Filho/PR
O prefeito ACM Neto tem justa razão ao dizer que “o governo Dilma instituiu o mais explícito balcão de negócios da história do Brasil”. É exatamente o que está a acontecer quando o governo resolveu entregar os cargos do ministério a partidos que possam conseguir votos contrários ao impeachment. Trata-se do jogo político no vale tudo que, no momento, acontece na República. Visto por este ângulo, a presidente está a fazer o que lhe compete para permanecer no cargo e este jogo, permita-me o prefeito, se observa nos partidos de maneira geral. Foi este o caso da saída do PMDB da base governista para ficar ao lado do presidente da legenda, o vice Michel Temer, que pretende e sonha vir ocupar a presidência. Assim, “o explicito balcão de negócios”, como disse Neto, está em todo canto. Negocia o governo e negocia a oposição, cada um com as armas que dispõe. Fica assim de forma visível a crise política que adorna a República. Há outra questão: seis ministérios ocupados por peemedebistas não foram entregues ao partido, como ficara certo na reunião do diretório na última terça-feira. O que acontece? O governo fica confuso e o PMDB até agora não disse nada aos ministros indicados pela legenda que não querem deixar os cargos. Está esperando o quê? Eles certamente já o teriam feito se houvesse a certeza do impeachment. Não se sabe ainda se Dilma perde a parada ou se a ganhará. Em dúvida, os ministros vão ficando e até apelaram para Lula. Como disse acima, a dúvida está presente nos dois lados como ocorreu nas manifestações de ontem (31) em 25 estados federativos. O PT demonstrou que tem bala na agulha. A manifestação foi maior do que a esperada.

BN
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