sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Desaba parte do primeiro andar do Centro de Convenções em Salvador

Foto: WhatsApp/Reprodução
A parte que desabou ficava no primeiro andar
A parte que desabou ficava no primeiro andar
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Bombeiros e da Polícia Militar se deslocaram para o local.
Dois policiais militares e um vigilante que faziam a segurança do local tiveram ferimentos leves.
Fechado desde setembro de 2015, o Centro de Convenções de Salvador seria reaberto no início de novembro, para um congresso internacional de odontologia, reunindo 8 mil pessoas.
O presidente da ABIH-BA (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis - seção Bahia), Glicério Lemos, lamentou o desabamento, mas disse estar torcendo "para que o ocorrido não comprometa a sua abertura ainda este ano".
Ele disse aguardar "com expectativa um posicionamento do governo". Segundo Lemos, o Centro de Convenções "é muito importante e o seu fechamento vem prejudicando muito o turismo".
A Salvador Destination, associação que tem como missão promover e divulgar a cidade no segmento de eventos nacionais e internacionais, vai esperar o laudo pericial para se manifestar.

Foto: WhatsApp/Reprodução
As obras de recuperação no Centro de Convenções receberam cerca de R$ 15 milhões em investimentos. No Teatro Iemanjá, vigas, dutos e telhas foram substituídos. As torres das saídas de emergência e portas corta-fogo foram recuperadas, assim como as instalações dos banheiros.
Os serviços incluíram recuperação de estruturas de concreto que apresentavam problemas, além de revisão hidráulica e elétrica, pintura, revisão de forro e substituição de carpete.
Pressão do trade
A Bahia, que já foi o terceiro destino brasileiro na realização de eventos, caiu para o oitavo e, segundo representantes do trade turístico, uma das causas principais foi o fechamento do centro de convenções.
A ocupação hoteleira em Salvador despencou e grandes unidades - como o Hotel Pestana, no Rio Vermelho - fecharam as portas. No Itaigara, o Hotel Fiesta também esteve ameaçado de encerrar suas atividades até o final deste ano.
Em Salvador, a ocupação média ficou em 53%, em 2015, uma queda de 6,9% em relação à de 2014, de acordo com informações do Hotelinvest, especializado na administração de unidades hoteleiras. A diária média encolheu 9,7%. 
Mas a queda foi geral, no País, causada pela recessão e pela instabilidade política, segundo o estudo anual "Panorama da Hotelaria SulAmericana", divulgado pela consultoria americana HVS, com 35 escritórios no mundo,­ em associação com a HotelInvest e a STR.
A baixa na demanda corporativa levou a uma redução nas taxas de ocupação e na receita do setor em todas as capitais brasileiras, em 2015.
Fonte: Tribuna da Bahia
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