terça-feira, 6 de setembro de 2016

Ex-presidente da OAS e Vaccari são alvos de operação da PF

Ofensiva investiga fraudes nos quatro maiores fundos de pensão do País 

A operação Greenfield, deflagrada na manhã desta segunda-feira em oito estados e no Distrito Federal, tem como principais alvos o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, a Polícia Federal (PF) já fez buscas na casa de Vaccari. 
 
Pinheiro e Vaccari também são investigados na Lava Jato e, conforme O Estado de São Paulo, a CPI dos Fundos de Pensão da Câmara dos Deputados descobriu que o doleiro Alberto Youssef praticou tráfico de influência em conjunto com o ex-tesoureiro para influenciar em decisões de investimentos dos fundos de pensão. 
 
Além do Distrito Federal, os policiais federais cumprem mandados no Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. 
 
A Greenfield apura crimes de gestão temerária e fraudulenta em desfavor de quatro dos maiores fundos de pensão do país: Fundação dos Economiários Federais (Funcef), Plano do Sistema Petrobras (Petros), Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e Fundo de Pensão dos Funcionários dos Correios (Postalis).
 
Uma decisão judicial determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que são alvos da operação no valor aproximado de R$ 8 bilhões.
 
A ação é ancorada em dez casos revelados a partir do exame das causas dos déficits bilionários apresentados pelos fundos de pensão. Entre os dez casos, oito são relacionados a investimentos realizadas de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos Fundos de Investimentos em Participações (FIPs).
 
Investigações
 
Segundo a PF, durante as investigações, alguns núcleos criminosos foram configurados: o núcleo empresarial, o núcleo dirigente de fundos de pensão, o núcleo de empresas avaliadoras de ativos e o núcleo de gestores e administradores dos FIPs.
 
Os investigados responderão, na medida de suas participações, por gestão temerária ou fraudulenta, além de outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na lei nº 7.492/86. 
 
Amazonas:
 
Manaus: 2 mandados de busca e apreensão
 
Bahia:
 
Salvador: 1 mandado de busca e apreensão e 1 condução coercitiva;
 
Ilheus: 1 mandado de busca e apreensão;
 
Distrito Federal:
 
Brasília: 20 mandados de busca e apreensão, 6 conduções coercitivas e 5 mandados de prisão temporária;
 
Espírito Santo:
 
Vila Velha: 1 mandado de busca e apreensão e 1 prisão temporária;
 
Paraná:
 
Curitiba: 1 mandado de busca e apreensão;
 
Rio de Janeiro:
 
Rio de Janeiro: 28 mandados de busca e apreensão, 7 conduções coercitivas e 1 prisão temporária;
 
Niterói: 3 mandados de busca e apreensão e 1 condução coercitiva;
 
Rio Grande do Sul:
 
Porto Alegre: 2 mandados de busca e apreensão e 1 condução coercitiva;
 
Santa Catarina:
 
Florianópolis: 3 mandados de busca e apreensão, 1 condução coercitiva e 1 mandado de prisão temporária;
 
São Paulo:
 
São Paulo: 44 mandados de busca e apreensão, 17 conduções coercitivas e 1 prisão temporária;
 
Campinas: 1 mandado de busca e apreensão e 1 condução coercitiva;
 
Santos: 1 mandado de busca e apreensão.

Fonte: Correio do Povo /redetem
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