sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

MINISTRO DESFAZ INFORMAÇÃO DELE MESMO

‘Não é bem assim’: Kassab nega revisão de limite da banda larga

Em nota, ministro contradiz informação dada por ele em entrevista divulgada nesta semana

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, havia dito em entrevista que mudança ocorreria em 2017

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, negou nesta sexta-feira que vá alterar a proibição de que operadoras limitem a banda larga fixa. A negativa ocorre após a informação dada pelo próprio Kassab em entrevista divulgada nesta semana de que a medida tomada em abril de 2016 seria revista no segundo semestre deste ano.

“O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, esclarece que não haverá mudanças no modelo atual de planos de banda larga fixa, reiterando seu compromisso em atender o interesse da população e do consumidor”, informa a nota publicada no site do ministério durante a tarde. O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, havia dito, também nesta sexta-feira, que o ministro tinha se equivocado. 



A limitação dos serviços de banda larga fixa tem sido defendida há meses por executivos do setor. Em abril passado, o ex-presidente da Telefônica Brasil, que atua sob a marca Vivo, afirmou que a empresa poderia criar planos com limites de dados para a banda larga fixa em um ou dois anos.

Já em junho, depois de sofrer fortes críticas de entidades de defesa do direito dos consumidores e de grupos civis, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou uma consulta pública sobre a imposição de limites à banda larga fixa no país.

A retomada da discussão vem em um momento em que o governo Michel Temer aguarda posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) para sancionar mudanças nas regras da telefonia fixa, permitindo que operadoras como a Oi incorporem bilhões de reais em ativos da União e deixem de ter metas de universalização de serviços que hoje vigoram sobre os contratos de concessão.

Fonte: radiowebjuazeiro

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