sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Prefeitos do interior desconfiam de taxa de iluminação cobrada pela Coelba

Após ser alvo de críticas até do governador do estado, Rui Costa (PT), que chegou a dizer, no ano passado, que a “Coelba presta um péssimo serviço à Bahia”, a empresa  de eletricidade entrou na mira de prefeitos do interior, como Eures Ribeiro (PSD), reeleito para comandar o município de Bom Jesus da Lapa, no Vale do São Francisco.
Em entrevista à Metrópole, Ribeiro, que é candidato à presidência da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), criticou o serviço prestado pela Coelba, o método de medição de energia usado pela empresa nos municípios baianos, a taxa de iluminação pública e o alto valor das contas de energia apresentadas pela empresa. 
“Nós temos que discutir a Coelba. Nós, prefeitos, aprovamos a taxa de iluminação pública. Temos um valor do imposto municipal que não entra na conta da Prefeitura. Não sei como a Coelba não repassa para nós, só passa no final do mês, dizendo sua conta foi no valor de X”, criticou.
Cobrança por estimativa e ausência de critérios
Eures Ribeiro atacou ainda os métodos usados pela empresa. “Não sabemos o critério da Coelba. São contas exorbitantes. Essa é uma bandeira que eu vou levantar na UPB”, afirmou. 
Já a atual presidente da UPB e ex-prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria, criticou a aferição de energia feita pela Coelba. “Falta transparência. Eles fazem aferição por estimativa. Por exemplo, o poste está com a lâmpada queimada, mas você paga. Em Cardeal, tive que colocar medidores nas praças para reduzir custos”, explicou ao Jornal da Metrópole.
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