sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Vereador Moisés Rocha acusa PT de “armação”


Acusado de desobedecer à orientação de seu partido na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Moisés Rocha, do Partido dos Trabalhadores (PT), disse à Tribuna que o episódio se resume a uma palavra: “armação”. O parlamentar afirmou que nem a legenda nem a candidata, vereadora Marta Rodrigues, lhe comunicaram sobre a candidatura da correligionária. “Marta me cumprimentou no dia da posse (domingo, 1º), e não me disse que era candidata. No dia da eleição (segunda-feira, 2), ela me cumprimentou de novo na hora que chegou na Câmara, lamentou o falecimento da mãe do companheiro José Sérgio Gabrielli, e mais uma vez não falou nada. Minutos depois foi que ela disse já no plenário que era candidata. Foi uma armadilha”, disparou Moisés Rocha.O vereador afirmou ainda que o PT o está querendo “usar” para atingir o verdadeiro alvo: o vereador Luís Carlos Suíca, que também votou no candidato que acabou eleito para o biênio 2017-2018 na presidência, da Câmara, Léo Prates, do Democratas (DEM). “Mas eu digo uma coisa a você: eles não vão usar um preto para derrubar outro preto”. Moisés Rocha afirma que a “conspiração” gira em torno da escolha da nova direção do PT em Salvador e na Bahia, no chamado PED, processo de eleição direta da legenda.“O problema é que o vereador Suíca é ligado ao deputado federal Valmir Assunção, da EPS (Esquerda Popular Socialista, corrente interna do PT). Esse é o problema. Aí querem deixar esse povo aí no comando do PT”, acusou o vereador. Sobre o suposto processo de suspensão do PT por 60 dias, Moisés Rocha também afirmou que está surpreso, e que ainda não foi comunicado.“Eu nem sei se estou mesmo suspenso, porque a mim ninguém falou nada. Tudo o que eu sei é por meio da imprensa”. O vereador avaliou que se de fato for suspenso, o PT estará agindo “de forma contrária à sua história”. “O Partido dos Trabalhadores tem uma trajetória histórica de compromisso e respeito ao cidadão. O PT tanto reclamou do golpe que a presidenta Dilma sofreu, mas ainda assim ela teve direito de defesa. Aí eu pergunto: como é que eu vou ser suspenso sem me defender? Porque até agora ninguém me ouviu. Até agora ninguém nem me falou nada na verdade. Se eu for suspenso desta maneira, o PT estará traindo seu estatuto e a Constituição”, afirmou Moisés Rocha.Ainda segundo ele, a vereadora Marta Rodrigues decidiu ser candidata após tentar uma vaga na Mesa Diretora, mas “chegou atrasada”, e não teve êxito.
Tribuna da Bahia/politicalivre
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