terça-feira, 29 de agosto de 2017

PMDB pode abrir portas para eventuais dissidentes da base aliada de Rui

por Fernando Duarte
PMDB pode abrir portas para eventuais dissidentes da base aliada de Rui
Foto: Divulgação
A articulação em torno da eleição de 2018 na Bahia pode tornar o PMDB um destino potencial de eventuais lideranças insatisfeitas com o grupo político que circunda o governador Rui Costa. A legenda, controlada pelos irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima, abrigaria, segundo informações de bastidores, figuras que almejam um espaço na majoritária do próximo ano e que devem, eventualmente, ficar fora da disputa por falta de vagas. A lógica é usar o fato do partido comandar o Palácio do Planalto e a máquina do governo federal como um atrativo para ampliar a musculatura da sigla no plano estadual – atualmente são cinco cadeiras do PMDB na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e apenas uma, com Lúcio, na Câmara. As conversas, entretanto, não são explícitas. A intenção é manter as portas abertas para aproveitar descontentes com a arrumação da cena política pelos aliados de Rui. Um dos nomes, o presidente da AL-BA, Angelo Coronel, chegou a sinalizar publicamente que o PMDB teria dado sinais de que poderia ser um destino, caso o PSD não viabilize a virtual candidatura dele à vaga de vice-governador ou ao Senado. Porém o desenho que envolve potenciais filiados ao PMDB é muito mais complexo. A articulação em torno da filiação de Ronaldo Carletto (PP) ao PR, por exemplo, não descarta avançar conversas com os peemedebistas, em caso da vaga de senador almejada por ele ficar indisponível para os republicanos, como dito e repetido, por falta de vaga na majoritária de Rui. Apesar do PMDB vivenciar uma redução significativa do número de prefeituras nas últimas eleições municipais, o partido conquistou o terceiro maior eleitorado da Bahia, em Vitória da Conquista, e pode herdar as prefeituras de Salvador e Feira de Santana, caso ACM Neto e José Ronaldo, ambos do DEM, saiam para disputar as eleições em 2018. Mesmo com uma das principais lideranças da legenda, Geddel, em prisão domiciliar, o partido detém o maior tempo de TV para a campanha do próximo ano, o que o mantém como um dos protagonistas do processo eleitoral. E a adesão de um integrante da base aliada de Rui deixaria o PMDB ainda mais competitivo para o jogo político de 2018. Este texto integra o comentário desta terça-feira (29) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.

BN
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