quarta-feira, 20 de setembro de 2017

BRASIL: SITUAÇÃO DE GEDDEL PODERÁ SE COMPLICAR AINDA MAIS

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No último dia 13, o advogado Pedro Machado de Almeida Castro pediu à 10ª Vara Federal de Brasília que Gustavo Ferraz, ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, seja ouvido em audiência de custódia. Nessa audiência, que vai acontecer nesta quarta-feira (20), o juiz analisa a legalidade, a necessidade da prisão e se houve violação de direitos do preso.

Logo que foi preso, o ex-diretor da Defesa Civil de Salvador admitiu em depoimento à Polícia Federal (PF) ter buscado dinheiro em espécie em São Paulo a mando do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e entregue por um emissário do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Fontes do BNews afirmam que Ferraz vai delatar Geddel. Ferraz será ouvido hoje, às 10h30, na sede da Polícia Federal, em Brasília.

Ferraz foi preso pela Polícia Federal junto com Geddel. Fragmentos de digitais dele foram encontrados em cédulas dos R$ 51 milhões apreendidos em Salvador. Numa estratégia de evitar mais exposição, o ex-ministro pediu para ser dispensado da audiência. O juiz aceitou. Foi na audiência de custódia da primeira prisão de Geddel, no início de julho, que foram registradas imagens do ex-ministro de cabelo raspado e aos prantos. Em relação a Ferraz, para surpresa de sua defesa, não houve definição sobre o assunto.

O caso agora está sob a responsabilidade do Supremo Tribunal federal (STF). 

Liberdade negada
O ministro do STJ Rogério Schietti recusou, na noite de terça-feira (19), o pedido de Gustavo Ferraz, o operador de Geddel Vieira Lima, para ser solto. Segundo o colunista Lauro Jardim, a defesa de Gustavo Ferraz alegou não haver provas de seu envolvimento, e afirmou só ter sido encontrada uma impressão digital parcial do dedo anelar em uma das sacolas de dinheiro. Para Schietti, há indícios suficientes para a prisão.

Operação Inimigo Oculto 
Deflagrada hoje pela Polícia Federal (PF), a Operação Inimigo Oculto tem o objetivo de desarticular um grupo de criminosos que causou quase R$ 1 milhão de prejuízos aos cofres da Caixa Econômica Federal. Conforme a PF, estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária e 30 de condução coercitiva, além de buscas em 3 endereços residenciais. As ordens judiciais estão sendo cumpridas principalmente em Brasília e Entorno, mas também ocorrem ações no Pará e na Bahia.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio da quantia aproximada de R$ 950 mil nas contas dos investigados. As três investigadas que são alvos dos mandados de prisão são ex-prestadoras de serviço da Caixa e teriam desviado os valores graças à concessão fraudulenta de 46 empréstimos pessoais, em sua maioria destinados a familiares e amigos. Os investigados serão indiciados por estelionato qualificado, falsificação de documento público, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal, a partir de agora, vai apurar se houve a participação de empregados da CEF nos crimes.

Fonte: radiowebjuazeiro
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