terça-feira, 14 de novembro de 2017

A sede da Embasa, em Salvador, é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (14). A PF, que cumpre cinco mandados de busca e apreensão para localizar documentos, investiga se a empresa cometeu crime ambiental. Três dos mandados estão sendo cumpridos em Salvador, enquanto os outros dois são no Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). De acordo com a assessoria de comunicação da PF, as investigações constataram o lançamento de esgoto sanitário, através de emissário submarino, sem o cumprimento de etapas necessárias para minimizar o impacto ambiental dos dejetos do efluente no mar. Uma perícia que foi feita na Embasa chegou a comprovar que a bomba responsável por fazer a elevação do efluente, de modo a permitir o escoamento, por gravidade, para as demais etapas do condicionamento do esgoto para lançamento do emissário submarino estava inoperante. Ou seja, isso inviabiliza que os dejetos passem pelos processos obrigatórios de desarenação e peneiramento e, assim, o esgoto estava sendo lançado no oceano sem o devido tratamento. A PF informa, ainda, que após a constatação do problema na bomba, solicitou os documentos relativos à manutenção do equipamento, mas a Embasa teria se recusado a apresentá-los à corporação, sob a alegação de “não ser obrigada a produzir prova contra si mesma”. Por isso, foram solicitados os mandados de busca e apreensão, deferidos pela 17ª Vara Federal. Os mandados estão sendo cumpridos tanto na Embasa quanto nas empresas apontadas pelo órgão como responsáveis pela manutenção da bomba.

A Coelba entrou na justiça para cobrar uma dívida milionária da Empresa Municipal de Aguas e Saneamento S/A – (Emasa). A ação foi protocolada na justiça local e nos próximos dias deverá ter a decisão sobre a cobrança. A Emasa utiliza da energia da Coelba para realizar a captação de água, a despesa mensal é altíssima com o fornecimento de energia. Se a Coelba decidir suspender o fornecimento de energia, a cidade ficará sem a distribuição de água, por isso antes de suspender a empresa resolveu acionar na justiça. (PSB).

RBN
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