domingo, 26 de novembro de 2017

Justiça nega habeas corpus aos presos da operação ‘Carros Fantasma’, de Remanso; Doutor Celso continua nas grades podendo levar mais gente

Da Redação
Continuam presas todas as pessoas envolvidas na operação “Carro Fantasma” desencadeada pelo Ministério Público Estadual no último dia 21 na cidade de Remanso. Nesta semana a justiça negou o habeas corpus de todos os envolvidos, provavelmente para que as investigações não sejam atrapalhadas. O ex-prefeito Celso Silva e Souza (PT) continua preso na cidade de Serrinha, os seus advogados estão tentando transferi-lo para Juazeiro. Ele foi preso no município de Monte Santo. Já o restante da quadrilha se encontra no presídio de Juazeiro, sendo eles: o irmão de Doutor Celso, o ex-secretário de Administração e Finanças Arismar Silva e Souza; seis vereadores, incluindo o presidente da Câmara de Vereadores, Cândido Francelino de Almeida; além de ex-vereadores, servidores públicos e um empresário.
Quase todos os presos estão no Presídio de Juazeiro
De acordo com os promotores de Justiça, eles estão envolvidos em uma organização criminosa instalada na Prefeitura de Remanso durante a gestão passada e são suspeitos de operacionalizar um esquema de corrupção generalizada, através de fraude em processos licitatórios, para locação de veículos para as secretarias do Município, causando um prejuízo aos cofres públicos em aproximadamente R$ 13 milhões por intermédio da empresa JMC Construtora, Comércio e Serviços Ltda, que tem como sócio-administrador o empresário José Mário da Conceição, o Mazinho, também alvo de prisão preventiva.
Doutor Celso continua em cana no Presídio de Serrinha foto: TV São Francisco
Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão.
O ex-prefeito Doutor Celso é ligado ao grupo político liderado pelo prefeito Zé Filho, o qual foi eleito com seu apoio numa campanha milionária.
Provavelmente esse mesmo esquema tenha funcionado em outras prefeituras da região já que uma das pessoas envolvidas no esquema prestou serviços para prefeitos e ex-prefeitos no setor de licitação. Caso as investigações continuem – a exemplo da Lava jato – um cartel poderá ser desvendado na região.
Grupo criminoso
Além disso, segundo os promotores de Justiça, o dinheiro público foi utilizado para custear gastos particulares, dívidas de campanha e compra de apoio político. Eles registram ainda que muitos dos veículos sublocados pela JMC estavam em nome de “laranjas” e beneficiavam vereadores e outros políticos.
O mesmo grupo político ligado ao prefeito presidiário continua à frente da administração municipal. outros escândalos foram a tona na imprensa envolvendo casos graves no SAAE( Veja aqui ). Já no dia 4 de outubro, o Ministério Público Estadual fez busca e apreensão no SAAE levando computadores. A operação decidiu apurar possíveis crimes de Peculato, Corrupção Passiva, Falsidade ideológica, além de fraudes em licitações e anistia de contas no valor de R$ 300.000,00. Os investigados são: Mara Cristina Rodrigues Gonçalves, ex-diretora do SAAE e Antônio Januário de Moura Neto. http://(Veja aqui)
Fonte: açãopopular
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