sexta-feira, 25 de maio de 2018

SENTO SÉ: MAIS UMA AUDIENCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR SENAEMENTO BÁSICO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA FOI REALIZADA NA CÂMARA DE VEREADORES

Foto: Juninho Coelho

Com indicação do Vereador Uemisson Almeida, presidida pelo  Presidente da Casa Legislativa local, Juliano Afonso, participação dos demais Edis: Rodolfo Café, Èdio José dos Santos (Bozó do Piçarrão), Jamerson Pescador, Francelino Carvalho, Ailton Rocha, Zé do Rufino e com as presenças de: Juvenilson Passos (representando a prefeita Ana Luiza), Superintendente da 6ª SR da Codevasf/ Juazeiro-Bahia, Elmo vaz; Sr. José Amâncio (Engenheiro Técnico da Codevasf e fiscal das obras do Saneamento em Sento Sé); Sr. Valdiney (Técnico da Codevasf); Senhor Ivan, (Coordenador do Comitê do Meio Ambiente da Bacia do São Francisco); Sr. Danilo (representando o Sindae); Sr. Alercio (Diretor Administrativo do SAAE), alguns representantes da sociedade civil organizada, alguns Secretários do município e aproximadamente sessenta cidadãos da sociedade em geral, foi realizada hoje (25) mais  uma Audiência Pública para discutir as obras inacabadas do projeto de implantação do sistema de esgotamento Sanitário da cidade de Sento Sé iniciada no inicio de 2008 com previsão inicial de conclusão em Setembro de 2009, envolveu inicialmente um valor estimado em 12 milhões de reais e que segundo a Codevasf ainda foram investidos outros 3 milhões perfazendo um total de 15 milhões de reais e até hoje inacabada e sem previsão de conclusão.
Em Maio de 2015 foi realizada a primeira Audiência Pública também por indicação do Vereador Uemisson Almeida, horas e horas de discussão, debates, em outras oportunidades, de lá para cá, por várias vezes a Codevasf foi convocada a dar explicações, reuniões diversas foram realizadas na sede da empresa em Juazeiro e até a presente data nenhuma providencia real e concreta foi tomada, nem por parte da Codevasf e muito menos pelo Município. Como era previsto, na audiência de hoje, nada ficou decidido, as desculpas e justificativas foram as mesmas de sempre e tudo terminou como começou. Na verdade, o que tira-se de proveitoso foi uma satisfação sem perspectiva para a sociedade sento-seense.
A AUDIENCIA PÚBLICA:
O Senhor Presidente da Câmara deu por aberta a audiência invocando a proteção de Deus, passou a palavra ao Vereador Uemisson que fez uma explanação das justificativas para convocação da referida audiência. O Superintende da 6ª SR Codevaf/Juazeiro-Bahia, Elmo Vaz (assumiu em Fevereiro ultimo) após cumprimentos reconheceu ser um grave problema, considerou ser uma oportunidade impar e comparando com os mesmos problemas existentes em sua cidade natal, Campo Formoso, até considerou que as pendencias aqui existentes são mais fáceis de serem resolvidas (Não apresentou nenhuma alternativa por iniciativa da Codevasf para resolvê-los e muito menos prazos), que já foi solicitado ao à  empresa em Brasilia a licitação para conclusão das obras.  O Vereador Rodolfo Café foi o único a questionar o Superintendente da Codevasf quanto a ideia de mobilizar parlamentares Federais para apresentarem emendas ao orçamento e exemplificou que esses recursos seriam insuficientes para atender à demanda atual de recursos. O Vereador Bozó também usou a palavra para pontuar sobre os problemas que envolveram e envolvem até hoje o Sistema de Abastecimento do Povoado de Piçarrão.
O representante do Sindae (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado da Bahia), Senhor Danilo fez um brilhante pronunciamento com excelente conteúdo sobre a necessidade do município de Sento Sé criar o Conselho, Fundo Municipal do Saneamento Básico em obediência à Lei Federal  nº 11.445/2007. “Essa é a solução”.
O representante do Poder executivo municipal (esposo da prefeita), de concreto mesmo, saiu em defesa da gestora ao dizer “... a única pessoa que não tem culpa sobre esse problema é a prefeita”.
Outro destaque foi o pronunciamento do senhor Ivan que fez um relato verdadeiro de todas as obras executadas pela Codevasf em Sento Sé, Pilão Arcado, Remanso e Casa Nova. Todas geraram problemas de execução dos projetos e ficaram pela metade. Daí em diante, Quase nada aconteceu de positivo. Palavra franqueada para questionamentos, o que vimos foi muita falta de conhecimento da verdadeira situação e muito blá, blá.
Infelizmente, mais uma audiência pública onde nada se resolveu, nenhum encaminhamento e tudo continua como antes. Quem deveria trazer soluções, nada apresentou.
Para finalizar, o cidadão Iran interrogou o Diretor do SAAE.  (...) O senhor bebe á água da minha torneira? O Diretor respondeu. Lamentavelmente, Sim.

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