quinta-feira, 26 de julho de 2018

Distribuição do fundo partidário é mais uma das incertezas dentro dos partidos em 2018

por Lucas Arraz
Distribuição do fundo partidário é mais uma das incertezas dentro dos partidos em 2018
Foto: Reprodução / Agência Brasil
O período de convenções partidárias começou na última sexta-feira (20) ainda com incertezas sobre o manejamento do fundo partidário dentro dos partidos. Além da falta de definição na organização das chapas proporcionais (veja aqui), os partidos baianos aguardam as executivas nacionais decidirem sobre a distribuição do dinheiro para as campanhas. O prazo final para solução da aresta é o dia 15 de agosto, último dia possível para se registrar uma candidatura e de pré-campanha.

Ao Bahia Notícias, o senador Otto Alencar declarou que ainda não existe qualquer certeza sobre a distribuição do fundo partidário na sua sigla. O presidente do PSD baiano disse que aguarda uma reunião com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab (PSD), para tomar qualquer decisão, mas que naturalmente candidatos ao Congresso Nacional devem receber uma fatia maior da verba. “Cada candidato a deputado federal pode puxar seus candidatos para estadual", opinou o senador.

Nos bastidores existe a expectativa que parte dos fundos vá majoritariamente para candidaturas de deputados federais. O motivo seria a aprovação da uma proposta no próprio Congresso que criou, a partir do resultado das eleições de 2018, cláusulas para que os partidos políticos tenham acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão nas próximas eleições. 

Pelas novas regras, só terá direito ao fundo e ao tempo de propaganda a partir de 2019 o partido obtiver, ao menos, 1,5% dos votos válidos nas eleições de 2018 para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos 1/3 das unidades da federação (9 unidades), com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas. Se não conseguir cumprir o requisito, o partido poderá ter acesso também aos recursos se tiver elegido pelo menos nove deputados federais, distribuídos em um mínimo de nove unidades da federação.

Para o presidente do Democratas baiano, José Carlos Aleluia, a preferência para deputados federais ainda é uma ideia prematura. O partido realizou nesta tarde sua reunião executiva para debater essa e outras questões, mas Aleluia garante que não há pressa para resolver a distribuição. “Temos que ter calma. Não se pode querer atropelar as coisas quando o assunto é dinheiro público”, comentou o deputado federal. 

Um pouco a frente na conversa, o PT já tem um esboço de como deve organizar seu fundo partidário no estado. A prioridade para a legenda do governador Rui Costa serão os deputados estaduais e federais que já possuem mandato. Logo após, o grupo analisará quem mais tem potencial de se eleger. “O PT discute o valor diferencial, mas a ideia é que possamos atingir todos os candidatos”, ponderou o presidente estadual Everaldo Anunciação, ao lembrar que a ideia do grupo é manter o número de parlamentares eleitos em 2014 nas suas bancadas.

BN
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