quarta-feira, 25 de julho de 2018

Moro afirma que sempre agiu com absoluta transparência nos casos da Lava-Jato

por Mateus Carmo no dia 25 de julho de 2018 às 16:21
Foto: © Rafael Marchante/Reuters
Nesta quarta-feira (25), o juiz Sérgio Moro, principal responsável pela Operação Lava-Jato, participou do Fórum Reconstrução do Brasil,que aconteceu em São Paulo. Durante o evento o magistrado informou que não vê como seus métodos podem ser considerados reprováveis, ao comentar o confronto de decisões com o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no início deste mês, sobre a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Podem me acusar de muita coisa, mas eu sempre agi com absoluta transparência”, disse o juiz.
Ainda de acordo com Moro, ao tomar conhecimento da ordem de soltura do petista, mesmo estando de recesso, ele afirmou que Favreto não tinha competência para liberar Lula e solicitou a manifestação do relator da Lava Jato em segunda instância, desembargador Gebran Neto.
Ao ser questionado por jornalista sobre as decisões durante as  férias, o magistrado disse “a imprensa vive questionando o juiz, porque as férias são muito longas, com alguma razão. E quando o juiz trabalha nas férias, também criticam”, ressaltou ele.
O juiz afirmou ainda que já apresentou sua resposta, sem detalhar, ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que o intimou a respeito do impasse na soltura de Lula. Ele negou que suas ordens sejam seletivas, conforme argumenta o Partido dos Trabalhadores (PT). E disse “as minhas decisões são transparentes. Posso ter me equivocado, nenhuma pessoa é perfeita. Mas sempre agi com a pretensão de fazer o que era certo”, explicou.
O magistrado disse também que defende a execução da pena depois da condenação em segunda instância. Para Moro, a punição do corrupto gera receio em outros corruptos em potencial. “O crime do colarinho branco é um crime racional. Se aumentam os riscos de punição, há expectativa de que isso leve as pessoas a pensarem mais de uma vez antes de se envolver em conduta similar”, concluiu o juiz.
Fonte: radardabahia
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