quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Articulação de Lula resulta em isolamento de Ciro Gomes (PDT)

por Neison Cerqueira no dia 01 de agosto de 2018 às 20:35
Foto: Lalo de Almeida / The New York Times
Mesmo preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), coordenou os principais movimentos da pré-campanha até agora. A atitude fez com que, antes mesmo do início oficial da disputa, o candidato Ciro Gomes (PDT) fosse isolado, abrindo espaço para uma candidatura mais competitiva do PT na sucessão de Michel Temer.
Em sua visão, a eleição será novamente polarizada entre direita e esquerda e só há espaço para um nome de cada campo. Ciro seria o adversário direto do PT na competição por votos, principalmente entre os eleitores do Nordeste. Com isso, os movimentos executados pela cúpula do PT fizeram com que a candidatura de Ciro se desidratasse antecipadamente. 
Lula mandou recados por interlocutores que o visitam frequentemente na prisão e deu aval para decisões terminativas da presidente de seu partido, Gleisi Hoffmann (PR), para pelo menos cinco atos que reverberaram contra Ciro: sinalizou com a vice do PT para Manuela D'Ávila (PC do B) no momento em que o partido era assediado pelo PDT; repreendeu governadores petistas que defendiam aliança com Ciro; assistiu ao PR, de Valdemar Costa Neto, levar o centrão para a órbita de Geraldo Alckmin (PSDB) ao invés de fechar acordo com o PDT e, em seguida, fez pesar sua relação familiar de anos na negativa do empresário Josué Alencar (PR) em ser vice do tucano.
Nesta quarta-feira (1º), Lula foi peça chave na negociação que neutralizou o PSB na eleição nacional, afastando-o definitivamente de Ciro Gomes. Como o substituto de Lula só será lançado a 20 dias da eleição, os petistas trabalharam para impedir que o ex-governador do Ceará ganhasse musculatura que o consolidasse como nome da esquerda antes que o herdeiro petista seja conhecido.
Cotados como plano B caso Lula seja impedido de concorrer ao Planalto, Jaques Wagner e Fernando Haddad foram fundamentais na ponte com o PR. De acordo com o FolhaPress, os petistas já admitem, mesmo que nos bastidores, uma eleição sem Lula: o ideal é um vice com a cara do PT. Uma opção é Manuela D'Ávila. 
Fonte: radardabahia
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