quinta-feira, 30 de agosto de 2018

BRASIL: Entrevistado, Geraldo Alckmin (PSDB) refuta sobre Aécio e Azeredo, e fala de seus planos para caso seja eleito presidente

por Neison Cerqueira no dia 29 de agosto de 2018 às 21:00
Foto: Reprodução / TV Globo
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, foi o entrevistado desta quarta-feira (28) na Sabatina do Jornal Nacional, da Rede Globo. No primeiro assunto questionado por Renata Vasconcellos, corrupção. Questionado sobre a permanência de Aécio Neves e Eduardo Azeredo, ambos tucanos, o presidenciável defendeu as investigações da Operação Lava Jato e afirmou que assim que assumir o mandato, se eleito, promoverá uma mudança polícia no Estado. "Quero dizer aqui que, se não mudar o sistema político, não vai melhorar. O sistema política caiu. A primeira reforma será essa, a política", garantiu.
Vasconcellos insistiu com o assunto, tendo como pauta os dois citados. "Aécio não foi condenado e vai responder [as acusações] na justiça. Não passamos a mão pela cabeça. Eduardo Azeredo já está afastado da vida pública há 10 anos", respondeu ao ser questionado sobre a não expulsão dos correligionários do partido. A jornalista insistiu no assunto e se referiu ao apoio do PSDB ao PTC, em Alagoas, e afirmou: "Seu partido, PSDB, apoia, sim, PTC, de Fernando Collor de Mello". Alckmin disse que ele não apoiava, mas que isso era uma questão estadual. Diga-me com quem andas, que direi quem é. O senhor reafirma isso então, candidato? "Sim, afirmo", respondeu o tucano, para completar. "Nós [PSDB] não vamos para a porta da delegacia defender criminoso", referindo-se ao PT. 
Sobre Segurança Pública, Alckmin foi questionado sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC), que se instalou em São Paulo  - estado em que foi governador, mas o tucano refutou. "São Paulo tem a melhor polícia do Brasil. Estamos reduzindo o número de assassinatos no estado", defendeu. No mesmo momento, ao ser indagado sobre o possível comando de grandes criminosos de dentro da cadeia, Alcmini negou essa possibilidade e "prometeu acabar com saidinhas para presidiário" se for eleito. "No Brasil, há 30 homicídios por 100 mil habitantes. Em São Paulo, 8", defendeu. Como possíveis soluções, o presidenciável acredita que "tecnologia, [criação do] polícia de fronteira" pode ajudar a resolver. "O maior problema é a droga, a distribuição de armas", afirmou.  
O tucano também foi indagado sobre mobilidade urbana. Bonner afirmou que Alckmin deixou de entregar duas obras de mobilidade de extrema importância para São Paulo, como a Linha Ouro do Metrô e o Rodoanel. Em resposta, ele afirmou que vários trechos do Rodoanel já foram entregues. "Peguei o governo com 60 estações de Metrô. Vou entrar 80. Fizemos quase 50% em plena crise", disse. 
Sobre habitação, Alckmin disse que São Paulo é único estado que investe 1% do ICMS em moradia, mas foi questionado pelo jornalista sobre esse aumento do défict. Ele disse que em seu governo, vai ter investimento e confiança para o Brasil voltar a crescer e completou: "Não há salários atrasados, nem déficit em São Paulo", rebateu. Em relação a saúde dos brasileiro, Alckmin defendeu as organizações sociais para gestão de sistema público da saúde. Neste momento, Vasconcellos trouxe dados que informado que as Organizações de Saúde (OSs) receberam R$ 30 bilhões do governo de São Paulo, mas que as metas não foram cumpridas em seu governo. "Dá pra cumprir as recomendações sobre as OS do Tribunal de Contas do Estado", afirmou, completando que, "como médico, vai melhorar a saúde no País". 
Por fim, Alckmin afirmou que o Brasil precisa de reformas para andar. " [quero] Um país de oportunidades para todos. O Brasil tem pressa e precisa mudar. Para mudar, precisa de reformas. Vamos fazer rápido as reformas que o País precisa. Para ter emprego. Para você, trabalhador, ter oportunidade. Não vamos deixar ninguém para trás. Com humildade, peço seu apoio", finalizou. 
Fonte: radardabahia
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