segunda-feira, 24 de setembro de 2018

BAHIA: “Depois, não adianta chorar sobre o leite derramado”, afirma ACM Neto sobre segundo turno com Bolsonaro e Haddad

por Mateus Carmo no dia 23 de setembro de 2018 às 15:21
Foto: Jefferson Peixoto/Secom/PMS
No sábado (22), o prefeito de Salvador e presidente do DEM, ACM Neto, concedeu entrevista ao jornal Estadão, e afirmou que o Centrão não jogou a toalha. Coordenador da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, ele informa que o atual quadro de dificuldades para o candidato tucano é fruto de uma “comoção” causada pelo atentado sofrido por Jair Bolsonaro (PSL), além da novela em torno da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Confira a entrevista concedida ao jornal paulista:
Por que a campanha de Geraldo Alckmin chegou a essa situação dramática?
Não estamos vivendo nenhum drama. Até agora, a campanha acabou sendo dominada por dois fatos de caráter muito emocional. De um lado, a prisão de Lula e todo o debate sobre ele poder ou não ser candidato. De outro, a lamentável facada tomada pelo candidato Bolsonaro, que gerou uma comoção. Essa campanha ainda não teve espaço para o debate de propostas para o País.
E não houve erros?
Não adianta agora tratar sobre os erros. Isso não ajuda em nada. O que adianta é ajustar os ponteiros para a arrancada rumo ao segundo turno.
Em uma carta a eleitores, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez um apelo pela união do centro para deter o que ele chamou de “marcha da insensatez”. O sr. acha isso possível?
Com todo respeito à história do presidente Fernando Henrique, não adianta apenas esse apelo. É preciso que isso venha acompanhado de um movimento de líderes da sociedade, que possam ajudar a construir um ambiente favorável a essa conciliação do centro.
Mas o eleitor antipetista está indo para Bolsonaro, e não para Alckmin.
O que os antipetistas não estão enxergando é que, no segundo turno, dificilmente Bolsonaro reúne condições de derrotar o PT. Se as pessoas que não querem o PT de volta votarem em Bolsonaro, poderão eleger o Haddad (Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo).
O ex-governador está pagando o preço do escândalo envolvendo o senador Aécio Neves na Operação Lava Jato?
Geraldo tem uma das menores rejeições, apesar do desgaste do PSDB. Na hora em que nós o apoiamos, já sabíamos que o PSDB estava desgastado.
O Centrão quase apoiou Ciro Gomes (PDT), mas, na última hora, decidiu por Alckmin. O sr. se arrepende dessa aliança?
Não me arrependo de jeito nenhum. Nós sabíamos que não era o caminho mais fácil, mas era o melhor caminho para o País. E continuamos acreditando nisso. Quando digo que a gente tem que fugir desse conteúdo emocional é porque a eleição não pode ser decidida entre uma prisão e uma facada. Não há espaço para aventura nem para testes.
Mas muitos aliados do Centrão já estão abandonando Alckmin. Como conter a debandada?
Não há debandada. O deputado Onyx Lorenzoni, por exemplo, já estava com Bolsonaro antes de o DEM apoiar Geraldo. Caiado não está fazendo campanha para presidente. No dia em que fechamos a aliança, Ciro Nogueira (senador e presidente do PP) deixou claro que não teria como fazer a campanha no Piauí. Nós vamos com Geraldo até o fim. Acreditamos na virada.
Fonte: radardabahia
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