quinta-feira, 6 de setembro de 2018

LASTIMÁVEL! Atendimento precário mata mais do que a falta de acesso a médicos, revela estudo

por Isabela Rocha no dia 06 de setembro de 2018 às 07:59
Foto: Reprodução
Avalia-se que 5 milhões de mortes por ano em países de média e baixa renda sejam resultado de atendimento médico precário, de acordo com o primeiro estudo para quantificar o impacto de sistemas de saúde de má qualidade em todo o mundo. O número ultrapassa as mortes por falta de acesso aos sistemas de saúde (3,6 milhões). Falta de respeito, consultas rápidas e falhas, e preconceito estão entre principais problemas listados pelos pesquisadores.
Os resultados da pesquisa foram publicados pelo jornal científico "The Lancet". Ela foi conduzida pela Comissão de Saúde Global de Alta Qualidade, um projeto do próprio jornal científico que tem duração prevista de dois anos. Financiada pela Fundação Bill e Melina Gates, ela reúne 30 acadêmicos, formuladores de políticas e especialistas em sistemas de saúde de 18 países que estudaram como medir e melhorar a qualidade dos sistemas de saúde em todo o mundo.
Segundo a estimativa do estudo, no Brasil, 153 mil mortes por ano sejam causadas pelo atendimento de má qualidade e 51 mil por falta de acesso a atendimento de saúde.
Embora muitos dos países de baixa e média renda tenham feito progressos significativos na melhoria do acesso aos serviços de saúde, o estudo mostra que o atendimento precário no sistema de saúde é agora responsável por um número maior de mortes do que a falta de acesso.
Calcula-se que o número total de mortes por cuidados de baixa qualidade por ano seja cinco vezes maior do que as mortes globais anuais por HIV/AIDS (cerca de um milhão) e mais de três vezes maior que as mortes por diabetes (1,4 milhão).
Na Índia, por exemplo, estima-se que 1,6 milhões de mortes por ano sejam por causa do atendimento de má qualidade (e mais 838 mil mortes devido ao acesso insuficiente ao atendimento); na China, 630 mil mortes por ano foram devidas a cuidados de má qualidade (e 653 mil mortes devido a acesso precário). Na Nigéria, 123 mil mortes por ano foram devidas a cuidados de má qualidade e 253 mil devido a acesso insuficiente.
 Fonte: radardabahia
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