terça-feira, 2 de outubro de 2018

BRASIL: VAI TER JOGO DE CINTURA? Novo presidente terá de tomar 36 decisões urgentes na economia

por Lucas Salles no dia 02 de outubro de 2018 às 10:21
Foto: Reprodução
Por conta da grave situação das contas públicas, o presidente que for escolhido nas eleições deste ano,  terá de tomar, nos primeiros 100 dias de governo, ao menos  36 decisões consideradas urgentes na área orçamentária.
Por exemplo, nos primeiros dias, um decreto pode ser editado para proibir ministérios de reajustarem índices e tabelas que resultem em mais despesas no ano que vem. Isso tem sido feito sem controle, por meio de portarias, sem passar pelo Congresso.
As medidas sugeridas pelo atual governo são polêmicas, a exemplo do endurecimento das regras do seguro-desemprego, a reformulação do Simples (regime tributário simplificado para pequenas empresas),  a revisão dos critérios que definem o piso do magistério (que hoje permitem reajustes superiores à inflação), além das mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, para famílias de mais baixa renda. A proposta é reduzir o subsídio da União para cada unidade habitacional.
"Os pontos de alerta são aquilo que têm data de vencimento. São as questões que já estão endereçadas e requerem do governo eleito uma tomada de decisão já no primeiro trimestre de 2019", apontou o secretário-executivo do Planejamento, Gleisson Rubin
Para o cientista político Murillo de Aragão, da Arko Advice, a situação do próximo presidente pode ser mais complicada a depender da qualidade da equipe de transição e do apoio político no Congresso. Ele  ainda destaca também que para não criar pânico no mercado o próximo presidente deve buscar um caminho mais de centro, com a defesa das medidas do ajuste fiscal. *Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: radardabahia
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