domingo, 4 de novembro de 2018

5,5 MI DE ESTUDANTES FAZEM ENEM NESTE DOMINGO (4)

O domingo (4) será o dia “D” para 5,5 milhões de estudantes de várias partes do país. É que todos eles vão resolver a primeira etapa da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Neste ano, o nervosismo, a ansiedade e a pressão muito presentes entre os participantes ganhou um outro componente: o horário de verão. A partir de 0h de domingo, os relógios terão que ser adiantados em uma hora em dez estados, além do Distrito Federal.
A alteração vai gerar quatro horários de fechamento de portões nos locais de prova pelo país. Quando o relógio marcar 10h no Acre, 11h em Roraima, 12h em Mato Grosso e 13h em São Paulo, por exemplo, nenhum inscrito poderá acessar os espaços do exame.
O governo Michel Temer (MDB) chegou a anunciar o início do horário de verão para o dia 18 deste mês, no fim de semana seguinte ao último dia de prova do Enem (11). Mas recuou e definiu a mudança de horário para este domingo.
Para o estudante não se perder entre os ponteiros, Vinícius de Carvalho Haidar, coordenador do Poliedro, em São Paulo, ensina um “pacote” de medidas. Uma delas é mudar o relógio antes da virada de sábado (3) para domingo. “Assim ele não vai se confundir de imediato quando o novo horário já estiver em vigor”.
Outra saída é usar um segundo despertador para acordar. “E contar com a ajuda da rede de afeto, como pais, familiares e amigos para lembrar da mudança no relógio”.
É recomendado, segundo Haidar, que o participante esteja no local de prova uma hora antes do início do exame. Nesse intervalo, o estudante poderá conferir se está portando documento pessoal com foto, de preferência o RG, e uma caneta preta de tubo transparente –item obrigatório para responder o gabarito. Muita água, barra de cereal e fruta vão ajudar a tornar a maratona menos tortuosa.
Na primeira fase, o participante vai enfrentar uma enxurrada de textos. Serão 45 questões da área de linguagens, que engloba conhecimentos de língua portuguesa, literatura e língua estrangeira (inglês ou espanhol), mais 45 questões distribuídas entre geografia e história, além de uma redação no gênero disssertativo-argumentativo.
Segundo Roberta Hernandes Alves, coordenadora de língua portuguesa da escola Lourenço Castanho, em São Paulo, o Enem não usa textos de apoio como pretexto para fazer uma pergunta, diferentemente de outros vestibulares. “As perguntas de linguagens são pautadas pelo texto. Então é fundamental uma leitura atenta para encontrar a resposta correta”, diz.
Em história, são esperadas questões ligadas aos conflitos do século 20, como a Segunda Guerra Mundial. Em geografia, temas como a crise humanitária na Venezuela, globalização e a guerra comercial entre EUA e China são os mais esperados.
Na redação, o participante terá que prestar muita atenção na proposta de intervenção, última parte do texto.
Segundo o manual do Inep (responsável pelo Enem), um dos cinco itens que serão avaliados no texto é a capacidade de “elaborar proposta de intervenção para o problema abordado que respeite os direitos humanos”. Quem não cumprir o requisito poderá perder até 200 dos 1.000 pontos possíveis.
Até o exame de 2016, quem ferisse os direitos humanos teria a nota zerada. No ano passado, decisão do Supremo Tribunal Federal excluiu esse item entre os critérios que anulavam a prova.
O estudante terá 5h30 para resolver a primeira etapa do Enem. A segunda parte, com 90 questões de matemática, biologia, química e física, será realizada no domingo seguinte (11).
O Enem é considerado o segundo maior exame público do mundo. É uma das portas de entrada para seis em cada dez instituições públicas e privadas do país, de acordo com dados tabulados do MEC (Ministério da Educação).
Fonte: todabahia
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