BRASIL: Atabalhoado, governo tropeça nas próprias pernas e o país não sai do lugar

por Neison Cerqueira no dia 25 de March de 2019 às 15:40
Foto: Reprodução
Preocupação. Sinônimo de obsessão, cuidado, inquietude. Calma é antônimo de preocupação. Calma. Estado de graça: tranquilidade e paciência. Palavras inexistentes no atual cenário político do Governo Bolsonaro. 
Na química, o governo seria o ânion (carga negativa) e os bolsonaristas, os cátions (carga positiva) - são eles quem abraçam a causa ainda que nos demais aflorem um sentimento puro de VERGONHA ALHEIA.
Esperança. Sentimento possível a realização daquilo que deseja; confiança em coisa boa; fé.
Fé é palavra de ordem. 
Pra mim. Pra você. 
Fé é a esperança que muitos de nós, cidadãos, tenta abraçar.
Como?
Onde encontrar?
É perturbador. Três meses. Não dá para concluir, mas cabe avaliação. Onde vamos parar? 
Educação? Não existe!
Economia? Estão tentando empurrar a Nova Previdência goela abaixo e cheia de defeitos, que penaliza o pobre, mas beneficia o militarismo. O governo garante que economizará R$ 10,45 bilhões em 10 anos com a mudança nas regras de aposentadoria e a reestruturação da carreira dos militares, mas a medida, se aprovada, significará apenas 1 % da economia prevista com a reforma da Previdência da população, de R$ 1,072 trilhão. E os milhões de desempregados? Quais os projetos? Como mudar a situação? Eu respondo: vista sua roupinha verde e comece a pular!
Nas Relações Exteriores, um amor platônico pelo governo Donald Trump. Uma obsessão pela Venezuela. Um desgoverno. Literalmente.
Cereja do bolo: aquilo que nos tira da zona de conforto, que nos mobiliza e mexe com nossa sensibilidade. Nesse caso, efeito reverso. A cereja do bolo ao que tange o governo é a guerra declarada contra o presidente Câmara Federal, Rodrigo Maia, protagonizada por um dos pimpolhos do presidente da República. Não tem freio de mão!
“E tá um empurra-empurra aqui, mas tá gostoso”. Pra quem? Não tenho essa resposta. E nem me arrisco. 
Já passou da hora de esquecer Lula, PT, esquerda, PSOL, Adélio Bispo e afins, e cair na real. O país não andou. E nem vai. Em um papo lá atrás num grupo de amigos, disse que caso Bolsonaro fosse eleito, ele não iria conseguir governar. Dito e certo. Não precisa ser apartidário para visualizar a situação em que o país está: ESTAGNADO. Não precisa torcer CONTRA o governo. 
Dois ditados populares refletem esse momento. São eles: “não adianta chutar cachorro morto” e “quem comprou seu carvão molhado que abane”. Explica-se.
O primeiro é por uns fatos simples. Veja: 
- O que esperar de um predisente que fugiu dos debates e ainda assim ganhou as eleições? 
- Que conquistou o poder disseminando “fake news”? 
- Que sai do Brasil e insiste em continuar disseminando... “fake news”? 
- Que terceiriza governança? 
- Eleito por um partido que só pensa em armar a população?
Já o segundo... bem, o segundo a carapuça vai servir. 
Ninguém precisa torcer contra um governo que tropeça em suas próprias pernas. Lembra do “cachorro morto...?”, pois bem. 
É isso.
Eleitor, mude seu discurso. Não tem Lula, Dilma, PT. Não tem esquerda, kit-gay, mamadeira de piroca. Não tem comunismo e escolas com partido.
Supere-se.
Amplie sua visão. Convido você a sair da caixinha, ainda que pareça confortável.
Governar não é como assumir um controle de PlayStation e ser campeão invicto em uma liga de futebol. É responsabilidade de milhões. É diálogo com a situação é com a oposição. É oferecer o que de melhor tem pra ser oferecido aos milhões de brasileiros que esperam por uma oportunidade no mercado de trabalho, comida na mesa, água e luz, saúde, educação, esporte e lazer. Governar é ter atenção com as políticas sociais, abraçar as causas. Governar é desapegar-se de RELIGIÃO, da carreira seguida há anos atras. Governar é quebrar o paradigma do “o que eu penso é o certo”. É entender que antes do anseio pessoal e dos meus (se é que me entende), existem tantos outros que precisam ser abraçados. 
Nós temos pressa.
Fonte: radardabahia

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