Vírus HIV está presente em 70% dos municípios na Bahia; confira 8 dicas de prevenção

por Isabela Rocha no dia 03 de December de 2019 às 20:40
Foto: Reprodução
O vírus HIV está presente em 288 dos 417 municípios da Bahia, ou seja, em quase 70% deles. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. De 2017 até meados de 2019, foram registrados 6.121 novos casos – sendo 2.587 em Salvador, 352 em Feira de Santana, 211 em Itabuna, 159 em Camaçari e 142 em Lauro de Freitas, para citar os cinco locais de maior ocorrência.
Os números não são exatos e podem ser ainda maiores, pois há aqueles que têm o vírus e não sabem. No Brasil, esse é o caso de 135 mil pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde. Em todo o mundo, estima-se que 9,4 milhões de pessoas não sabem que têm o HIV. 
Conforme o site Informe Baiano, Celso Granato, infectologista e diretor Clínico do Grupo Fleury, falou sobre o assunto. “Ainda é comum as pessoas terem medo de fazer o exame. E, como o vírus é silencioso, muitos convivem com ele sem saber, o que é grave, já que o diagnóstico precoce é fundamental para o êxito do tratamento”, analisou.
Ainda segundo a publicação, se por um lado há conquistas como a queda de mortes associadas à Aids, principalmente em virtude da efetividade dos tratamentos disponíveis, e o fato de que 85% das pessoas em tratamento chegam a zerar a carga viral, ou seja, convivem com vírus HIV, mas não o transmitem.
Por outro, ainda é preciso alertar para que não haja um descuido da prevenção, o que pode acarretar em novas infecções. “A Aids ainda não tem cura e nem há vacina para ela. O tratamento, por sua vez, é para a vida toda e, por mais que hoje ele esteja mais personalizado e com menos efeitos colaterais, não pode ser desculpa para afrouxarmos a prevenção. A infecção pelo vírus HIV ainda é um grave problema de saúde pública, com sérios danos para a imunidade, podendo, em virtude das chamadas doenças oportunistas, levar ao óbito”, afirma Granato. 
O especialista listou e esclareceu outros pontos importantes para se avançar no combate à Aids. Confira:
1. Como posso me prevenir?
A camisinha é fundamental não só para evitar a transmissão do HIV como de outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis e hepatite. É recomendado não compartilhar seringas e outros aparelhos cortantes que têm contato com o sangue. Uma dúvida muito comum é sobre manicures e estúdios de tatuagens. Nesses casos, não é possível a transmissão do HIV, mas sim dos vírus B e C da Hepatite. Agulhas e seringas devem ser esterilizadas e descartáveis. Ter seu próprio kit para unhas é uma boa pedida e escolher um local que te inspire confiança, também.
2. E a Profilaxia Pré (PrEP) e Pós (Pep) exposição sexual? Como funcionam?
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) previne o contágio por meio de um comprimido, disponível no SUS para alguns grupos de risco. Ele tem eficácia de 80% a 90%, mas não substitui o uso da camisinha, já que não protege contra as demais doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, que vem aumentando no Brasil. Já a Profilaxia Pós-exposição sexual (Pep) funciona como uma espécie de pílula do dia seguinte, porém não deve ser usada de forma rotineira. De toda forma, vale frisar: a camisinha é a melhor opção para se evitar a Aids e todas as outras infecções sexualmente transmissíveis.
3. Todo portador do vírus HIV tem AIDS?
Nem sempre. Quem adquire o vírus não necessariamente vai desenvolver a Aids. O avanço de tratamentos também contribui para que portadores do vírus não desenvolvam a doença. Quanto mais precocemente o indivíduo saber que possuiu o HIV, mais chances ele tem de obter êxito em tratamentos, que são para a vida toda.
4. Como faço para saber se tenho o vírus HIV?
É preciso fazer um exame de sangue específico, chamado anti-HIV.
5. Os testes rápidos funcionam?
Os testes rápidos, feitos a partir de uma gota de sangue ou da saliva, funcionam, mas podem, mesmo que raramente, apresentar falhas. É preciso, também, ter atenção à janela imunológica, que é o período entre a infecção e a produção de anticorpos pelo organismo contra o HIV em quantidade suficiente para serem detectados.
6. Quais são os sintomas da Aids?
Passada a fase assintomática, os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento, o que pode ser confundido com outras enfermidades. O resultado do exame é fundamental para o diagnóstico e o tratamento.
7. O vírus HIV pode ser transmitido por beijo na boca, abraço, aperto de mão e banheiro compartilhado?
Não. O vírus só é transmitido por meio do contato sexual e pelo sangue. Objetos não perfurantes, como talheres e copos, ou mesmo o compartilhamento do vaso sanitário não apresentam riscos.
8. Mulheres soropositivas podem engravidar sem transmitir o vírus ao bebê? E o aleitamento, é permitido?
Sim, mulheres podem engravidar sem transmitir o vírus desde que a mãe seja medicada e siga o tratamento corretamente, acompanhada por um médico infectologista. É recomendado que a mulher esteja com boa imunidade e baixa carga viral. A criança também deve ser monitorada nos primeiros meses de vida. O aleitamento, no entanto, é proibido, já que o leite materno pode transmitir o vírus à criança.
FONTE: radardabahia

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