Neto trabalha com carga simbólica de eventual rompimento de Nilo com PT para apoiá-lo



Apesar de tratar publicamente uma eventual aproximação com o ex-prefeito ACM Neto como remota, o deputado federal Marcelo Nilo (PSB) é encarado como um opção concreta para a chapa de 2022 pelo candidato a governador do Democrata.

Neto acredita que, mais do que qualquer outra liderança pertencente hoje ao grupo governista, Nilo teria a simbologia de representar uma espécie de desmantê-lo do projeto do PT de eleger o senador Jaques Wagner governador.

A imagem de que aliados antigos e fiéis estariam se desgarrando da candidatura petista teria, em sua avaliação, segundo pessoas próximas, grande impacto sobre a campanha, fortalecendo a ideia de que pula-se do barco cuja chance de naufragar na chegada é grande.

Diferentemente do senador Otto Alencar (PSD), que já está fechado com a candidatura do petista, e do líder do PP, João Leão, vice-governador que ameaça sustentar uma candidatura ao governo contra Wagner e é sempre alvo de especulações sobre um eventual entendimento com o DEM, Nilo é o único que sempre esteve do lado oposto ao de Neto na política baiana.

Fez a vida toda oposição aguerrida ao ex-senador ACM, do qual tanto Otto quanto Leão foram aliados, e se manteve distante politicamente do neto do ex-líder baiano mesmo quando ele se tornou um pólo concreto de poder no Estado, apesar de, sabidamente, ter mantido os canais de conversa com ele abertos.

Além disso, mais do que os outros dois, Nilo sempre foi conhecido por devotar uma fidelidade canina ao PT baiano, a ponto de muitas vezes se incompatibilizar com correligionários para defender seus líderes. Não foram poucas as brigas que pegou com colegas, a classe política e até a imprensa em defesa do governo Jaques Wagner enquanto esteve no comando da Assembleia Legislativa.

Aliadas à capacidade de trabalho político, de montar alianças e do entendimento do jogo eleitoral, a característica faria dele um aliado importante na campanha para ACM Neto, que ganharia um ‘pitbull’ temido até por correligionários.

O tipo de tratamento que dizem que ele passou a receber do grupo desde a ascensão de Rui Costa (PT) ao governo o teria levado a reflexões sobre uma frase conhecida na política segundo a qual “você é considerado mais pelo mal do que pelo bem que pode fazer”.

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Política Livre

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