Operação da PF na Bahia combate fraudes em benefícios previdenciários e cumpre 26 mandatos

por Nangel Santana no dia 31 de July de 2019 às 08:40
Foto: divulgação/Polícia Federal
Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (31) uma operação da Polícia Federal (PF) contra uma organizac¸a~o criminosa, atuante no estado da Bahia, especializada em fraudar benefi´cios previdencia´rios. Segundo a PF, a ação cumpre 26 mandados, sendo 11 de prisa~o tempora´ria e 15 de busca e apreensa~o, em Salvador, Aratui´pe, Vera Cruz e Nazare´.
Intitulada Operação Pinel, a ação é feita junto com a Secretaria Especial de Previde^ncia e Trabalho do Ministe´rio da Economia.
O valor do prejui´zo estimado com as fraudes ate´ agora ja´ supera os R$11 milho~es, relacionados a cerca de 200 benefi´cios com suspeita de fraude, informou a PF. A polícia acredita que, com o avanc¸o das investigac¸o~es, o valor deve aumentar.
Segundo a Polícia Federal, foi apurado que os suspeitos das fraudes atuavam junto a servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), alterando peri´cias me´dicas em troca de vantagens financeiras, com o objetivo de ativar ou manter ativos benefi´cios previdencia´rios fraudulentos, em sua maioria da espe´cie auxi´lio-doenc¸a.
Durante as investigac¸o~es, foi revelado que existia uma extensa rede criminosa de despachantes e intermedia´rios especializados na execuc¸a~o de fraude contra o INSS. Uma das práticas criminosas identificadas foi a simulac¸a~o de doenc¸as incapacitantes ao trabalho, em sua maioria ligadas a transtornos psicológicos que inspirou o nome da operação, bem como o direcionamento de peri´cias-me´dicas.
Como parte da operação, foi determinada pela Justiça Federal a suspensa~o do exerci´cio da funcão publica do me´dico-perito envolvido no esquema. os nomes suspeitos de atuar nas fraudes nãos foram divulgados.
A polícia destacou que os envolvidos respondera~o por diversos crimes, como integrar organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas de informações, corrupção ativa, corrupção passiva, dentre outros. Se condenados, as penas somadas podem chegar a mais de 50 anos de prisão.
FONTE: radardabahia

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