Vidas em tons de rosa: Motivação

O blog “Ser Tão Chique” está produzindo uma série de matérias sobre o “Outubro Rosa”. Na matéria dessa semana, o blog contar a história da jovem baiana Maira Ribeiro, 34 anos, natural de Sento Sé para inspirá-l@s ao autocuidado.
O ano era 2018, a vendedora Maira, na época com 33 anos, havia descoberto um nódulo no seio direito. Na medicina, não há indicação para a realização de mamografia nessa idade. Ela, que não tinha casos de câncer na família, buscou ajuda com um médico conhecido de uma amiga, que não era mastologista.
“O médico fez uma ultrassonografia e disse que eu tinha um nódulo com características benignas, falou também que eu estava acima do peso, que precisava procurar uma nutricionista, depois que perdesse peso, esse nódulo ia sumir e assim eu fiz. Fui em uma nutricionista, passei 40 dias numa dieta bem rigorosa, perdi muitas medidas, um pouco de peso e o nódulo não sumia.”, relata Ribeiro.
Ela resolveu procurar um mastologista, que também solicitou uma ultrassonografia, de imediato, uma biopsia e mais alguns exames para tirar qualquer dúvida sobre aquele nódulo na sua mama. Infelizmente, os resultados apontavam positivo para o câncer de mama.

O diagnóstico

Sobre o diagnóstico, Maira descreve passo-a-passo de como tudo aconteceu e afirma que é uma notícia impactante quando se recebe, mas cabe a cada um lutar pela vida e contar uma história diferente.
“Era um sábado, fui buscar o resultado sozinha, coloquei embaixo da farda e vim pilotando a moto de Petrolina-PE até Juazeiro-BA. Passei na igreja, orei e agradeci à Deus antecipadamente por tudo que eu sabia que ele tinha preparado para mim. Na segunda-feira cedo, já fui para o mastologista e ele me encaminhou para fazer uma série de exames e assim iniciar o tratamento. O meu diagnóstico foi recebido no dia 11 de agosto de 2018. Recebi essa notícia como um notícia de guerra, eu estava ali para lutar pela minha vida e por minha saúde.”, comentou.
De acordo com a vendedora, aproximadamente duas horas após receber o diagnóstico, pensou e disse: “Vamos a luta, né?!” e afirmou “Deus preparou muita coisa, usou muitas pessoas para me ajudar nesse período. Eu vi muito o agir dele em tudo que eu fiz. Eu estava muito preparada psicologicamente, espiritualmente, e isso me fortaleceu muito.”

O Tratamento

Após receber o diagnóstico, Maira descobriu que o tumor estava grande, com quatro centímetros, e ela corria o risco de perder a mama completamente. Sua determinação fez ela buscar mais de uma opinião sobre seu caso, consultou três especialistas em Salvador-BA e todos sinalizaram para uma cirurgia imediata. Contudo, ela ainda não estava convencida, voltou para o Vale do São Francisco e marcou uma consulta com outro mastologista que lhe ofereceu mais que uma opinião médica, lhe proporcionou segurança para seguir o tratamento.
“O doutor Francisco Aires me indicou começar com a quimioterapia, ele disse: ‘Maira, você é jovem. Vamos iniciar com a quimioterapia para diminuir o tamanho desse tumor e depois a gente faz uma retirada só de um quadrante da mama, porque você tem toda uma vida pela frente e a gente tem que pensar nas possibilidades, se existe uma possibilidade de tratar sem precisar ser tão agressivo, vamos tratar dessa forma.’ Me senti muito segura com ele e iniciei a quimioterapia.”, enfatizou Ribeiro.
Ao todo, Maira foi submetida a 16 sessões de quimioterapia, uma cirurgia e 30 sessões de radioterapia. Com o tratamento, o tumor diminuiu de 4cm para 1.9 cm, período em que foi feita a retirada. Apesar de ouvir muitos relatos ruins sobre o tratamento de câncer, ela afirma que teve pouquíssimas reações e apenas uma entrada na emergência para tomar remédio para dores no corpo, devido a uma etapa do tratamento chamada de quimioterapia branca.

A vontade de viver

Maira é um exemplo de motivação. Sorridente, ela frisa que o mais importante é ter fé, acordar todos os dias com vontade de viver e contar com o apoio da família e dos amigos.
“Após o diagnóstico, cabe a você receber a notícia e querer enfrentar, lutar por sua vida. Quem convive comigo sabe, sempre escrevo sobre a minha fé, que ela sempre foi inabalável. Para mim, foi impactante, mas, em seguida, coisa de horas depois, já estava muito centrada, procurando que caminho trilhar para chegar a minha cura. Na primeira consulta, o médico falou ‘Você tem 95% de chance de cura!’ Eu disse: Pronto, eu estou dentro desses 95%. Agora, finalizado o tratamento, não tenho filho e o oncologista falou: ‘Você tem 10% de chance de ter um filho.’ Eu disse: Estou dentro dos 10%.”, contou.
Durante o diálogo, a vendedora confessa que sua maior dificuldade foi estar privada da vida social. “O que mais me maltratou foi estar fora do mercado de trabalho, da minha vida social, fora de tudo por um período muito longo. Isso torna tudo muito doloroso, porque você deixa de fazer as suas coisas, de fazer sua atividade física, deixa de comer o que você comia anteriormente, tem que dormir cedo e assim sua rotina é casa-hospital, hospital-casa.”

Recadinho

A vendedora, que fala com segurança sobre o câncer de mama, declara que é preciso desmistificar a doença e parar de atribuir a idade ao diagnóstico. “Anteriormente, tinha uma imagem de quem tem câncer, principalmente câncer de mama, são mulheres mais velhas, acima de 40, 50 anos, isso é mito. A gente tem que aprender que as coisas não acontecem só na casa do vizinho, acontecem na nossa casa também.”

Após a cura

Maira terminou o tratamento recentemente e agora curada vai continuar sendo acompanhada pela equipe médica a cada 3 meses. Ansiosa para voltar a trabalhar, ela comemora cada vitória. “Já consigo fazer muitas coisas que eu não consegui fazer nesse mais de um ano que estive em tratamento, é uma sensação incrível de vitória e a certeza de que eu posso, você pode e qualquer pessoa pode contar uma história diferente.”
Para ela, hoje, o câncer é uma doença muito comum infelizmente. Uma doença maligna, silenciosa, dolorosa, mas que podemos aprender a lidar e enfrentar com a cabeça erguida. “O meu pós estar sendo contar minha história para pessoas, é motivar pessoas, é acreditar que as coisas são possíveis e contar uma história diferente do que eu ouvi, porque ouvi muita coisa ruim.”, relatou.
Inspire-se na história de Maira Ribeiro e comece a focar nas coisas boas que a vida pode te oferecer.
FONTE: sentosenoticias

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