Hospital Sote, e outros, podem reduzir quadro de profissionais devido a crise

Da Redação
A reportagem do AP destacou no dia de ontem (27) matéria informando sobre a crise que se abateu nos hospitais privados e filantrópicos de todo o país. De acordo dados, houve uma queda de até 90% no movimento por causa do cancelamento de exames e cirurgias eletivas causados pela pandemia de Covid-19.
As entidades representativas de hospitais calculam o montante de perdas, mas já observam instituições dando férias coletivas e dispensando funcionários, algumas sob ameaça de fechamento a partir do fim do mês.
Nos municípios de Juazeiro e Petrolina, donos de hospitais já começaram à dar sinais de turbulências com redução do quadros de profissionais. Segundo informações chegadas ao AP, por parte de alguns profissionais médicos, o Hospital Sote pretende reduzir o quadro de contratados, sendo que neste momento da pandemia, só ficarão atendendo os sócios. “À não ser que o sócio passe o plantão para um outro colega contratado, e ele mesmo se responsabilize pelo pagamento devido a contenção de despesa. Isso nos preocupa bastante porque os serviços de emergência do SUS foram transferidos para a unidade de saúde durante o dia”, informou a fonte.
Já em Petrolina, segundo informações de mais outro profissional de saúde, na semana passada o hospital em que trabalha como contratado, o salário foi reduzido juntamente com a carga horário de trabalho. “Já houve algumas demissões, e caso a situação não melhore a direção já sinalizou mais reduções de quadro. O clima entre os colegas de trabalho está péssimo”, lamentou. Outros hospitais nas duas cidades estão passando pelo mesmo problema.
A FBH (Federação Brasileira dos Hospitais), entidade que reúne 4.000 hospitais no país, a maioria pequenos e médios, diz que o impacto é tão severo que muitas das instituições não têm fôlego para fechar o mês de abril. Cerca de 70% delas se dedicam apenas a atendimentos eletivos.
“Os hospitais grandes ainda conseguem aguentar dois, três meses. Mas os pequenos e médios, que carregam o Brasil, vão fechar as portas, estão quebrando, não conseguem pagar os colaboradores [funcionários]”, diz o urologista Adelvânio Francisco Morato, presidente da FBH.
Morato cita o próprio exemplo. Ele dirige um hospital em Goiânia com 90 leitos dedicados à urologia, cardiologia e cirurgia geral. Trabalha hoje com apenas 10% da capacidade —até fevereiro, a taxa girava entre 75% e 80%. Como urologista, fazia 250 procedimentos ao mês. Entre março e abril, não chegou a 50.
A Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que concentra 122 instituições de ponta como Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz, tem avaliação parecida.
Diz, porém, que o impacto na receita será sentido a partir de 15 de maio porque planos de saúde demoram de 45 a 60 dias para pagar atendimentos prestados aos seus usuários.
A reportagem do AP tentou contato com a direção da Sote e não conseguiu. O espaço está reservado para que possa se manifestar.
FONTE: acaopopular

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