Brasil tem 1.628.283 casos de Covid-19, indica consórcio às 8hs

O número de casos confirmados de Covid-19 no Brasil subiu para 1.628.283, indica o boletim das 8h do consórcio de veículos de imprensa formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S.Paulo, Uol e O Estado de S. Paulo nesta terça-feira. Os números são consolidados a partir das secretarias estaduais de Saúde. O total de óbitos é de 65.631. As estatísticas da pandemia no Brasil são divulgadas três vezes ao dia. O próximo levantamento será divulgado às 13h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde na gestão do interino Eduardo Pazuello. Desde o último boletim fechado, às 20h da última segunda-feira, foram notificados 2.212 novos casos de Covid-19 e 75 mortes a mais pela doença. Os números foram atualizados pelas secretarias de Saúde do Ceará, Piauí, Goiás e Roraima. Ontem, o país chegou oficialmente à marca de 65 mil óbitos.
Após quase quatro meses de suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia de Covid-19, escolas privadas de duas cidades do país, Manaus (AM) e Duque de Caxias (RJ), foram autorizadas a reabrir. Tiveram, porém, baixa adesão de pais e alunos, que preferiram ficar em casa para evitar os riscos de pegar — e transmitir — o coronavírus. Na rede pública dos dois estados, ainda não há previsão para a volta. Manaus entrou no quarto ciclo de retomada das atividades após queda no número de contágios e na taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de 90% para 45%. O Amazonas registrou até agora 2.938 mortes e 76.427 casos. Em todo o país, até agora, são 65.556 óbitos e 1.626.071 casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo. Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a volta às aulas presenciais foi anunciada enquanto os números no município crescem em velocidade cada vez maior. A cidade, com 3.360 casos, é a terceira do estado com maior número de mortos, 456. A decisão para reabertura das escolas, por decreto, foi do prefeito Washington Reis, mas a maior parte das instituições escolheu permanecer fechada. Um estudo elaborado pelo Instituto Estadual do Cérebro (IEC), à espera de publicação em revista científica, apontou tendência de redução da taxa de mortalidade da Covid-19 com o tratamento de plasma de convalescente. O trabalho analisou 113 pacientes de Covid-19 internados em UTI e não randomizados. Ou seja, seus casos foram comparados, mas a escolha não foi aleatória, como nos estudos randomizados, o que permitiria estudar sem qualquer viés a resposta do paciente ao tratamento. Receberam infusão de plasma de convalescente 41 pacientes. Os outros 72 não receberam plasma e seus casos foram considerados apenas para comparação. A média de idade dos pacientes foi de 58 anos, 61% homens e 39% mulheres. Dos 41 que receberam plasma com anticorpos apenas sete não usaram ventilação mecânica. Esses sete sobreviveram. Após 14 dias de internação, 42% dos que não receberam plasma de convalescente morreram. Entre os que receberam a infusão, o percentual de mortos foi de 29%. Depois de 28 dias, porém, a diferença foi reduzida: 56% dos que não receberam plasma morreram; 49% dos tratados com a infusão faleceram. Cerca de 240 especialistas de 32 países assinaram uma carta aberta e que será veiculada na revista americana Clinical Infectious Diseases, na semana que vem, afirmando que há evidências de que o novo coronavírus, mesmo em partículas menores, está no ar e pode infectar as pessoas. Eles pedem que a Organização Mundial da Saúde (OMS) revise as recomendações sobre contaminação, segundo publicação no jornal The New York Times, deste sábado. Na atualização mais recente lançada sobre a doença, no dia 29 de junho, a OMS, afirmou que o novo coronavírus se espalha principalmente de pessoa para pessoa por meio de pequenas gotas expelidas pelo nariz ou boca, após tosse, espirro ou simplesmente uma fala. Em entrevista ao jornal New York Times, cientistas e consultores da OMS disseram que a OMS, apesar das boas intenções, está fora de sintonia com a ciência e que, principalmente, seu comitê de prevenção e controle de infecções é lento na atualização de orientações e está vinculado a uma visão rígida e excessivamente médica das evidências científicas.

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