Ministério da Saúde vai definir protocolo de segurança para a realização da Copa América

 

Ministério da Saúde vai definir protocolo de segurança para a realização da Copa América
Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde vai elaborar um protocolo de segurança para a realização da Copa América no Brasil. O torneio acontecerá de 13 de junho a 10 de julho. O Brasil aceitou o convite da Conmebol e foi definido como sede nesta semana, após desistência de Colômbia e Argentina, esse último principalmente devido ao agravamento da pandemia (veja aqui).  

 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assegurou, nesta terça-feira (1º), que o evento será realizado dentro de condições sanitárias rigorosamente validadas e “trazendo alegria para o povo brasileiro, que ama futebol”.

 

Acompanhado do presidente da República Jair Bolsonaro durante o anúncio, Queiroga assegurou que o protocolo seguirá as recomendações exigidas pelo mandatário. “O Ministério da Saúde elaborará, em parceria com as autoridades sanitárias dos estados, onde acontecerão os jogos, um protocolo para promover a segurança dos atletas, comissão técnica e quem acompanha a nossa Copa América”, afirmou.

 

Bolsonaro afirmou que foi procurado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre o evento e conversou com os ministros do governo sobre a iniciativa. “Decidimos que, no que dependesse do Governo Federal, seguindo os protocolos, nós estávamos em condição de realizar a Copa América no Brasil”, avaliou o presidente da República.

 

Bolsonaro faz a declaração ao tempo que as mortes pela Covid-19 no Brasil ultrapassam a mar de 463 mil. Além disso, o país corre risco de sofrer com a possibilidade do surgimento de novas cepas do vírus. A justificativa para a medida é a de que "seguindo os mesmos protocolos" das competições que já estão sendo realizadas, "estaríamos em condições" de receber o torneio. Contudo, nem mesmo esses protocolos estão sendo suficientes para diminuir o índice de contaminação. 

 

A definição do Brasil como nova sede do torneio foi criticada em diversas esferas desde o anúncio. Políticos, médicos, entidades de Saúde e governos estaduais disseram não concordar com a decisão.

 

Na opinião da infectologista Clarissa Ramos, do Hospital Cárdio Pulmonar de Salvador, todos os campeonatos de futebol disputados no Brasil deveriam estar suspensos. "Um dos motivos de estarmos tendo transmissão são medidas incompletas. De estabelecimentos ficarem parcialmente abertos. Quando a gente fala de protocolo, fica tudo muito lindo. Mas depende das pessoas terem noção e aplicarem na prática. A gente fala do uso de máscara, mas o uso inadequado causa risco. A nível teórico, a gente consegue prevenir, mas na prática sabemos que é muito difícil. Muita gente não está levando a sério", analisa a especialista (leia mais aqui).

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