A ECONOMIA DE SENTO SÉ EM TRÊS TEMPOS - CONFIRA O VIDEO

O passado municipal nunca foi promissor. A economia de Sento Sé sempre funcionou pela iniciativa própria das pessoas. Ela surgiu primitiva e se manteve de forma rudimentar e artesanal o que nos indica também que sempre tivemos uma economia precária, sem maior expressão financeira . Como a nossa economia sempre se baseou na produção de alimentos para o auto-sustento das famílias, jamais tivemos comércio forte. Nunca correu dinheiro suficiente para que os agricultores deixassem de ser apenas pequenos produtores. Só nos últimos anos essa situação começa a ser bem percebida e encarada com seriedade.


Na realidade, essa economia historicamente emperrada não permitiu que Sento Sé tivesse qualquer condição financeira. E assim nunca se pôde evitar, por exemplo, que uma profunda pobreza de alimentos, de educação e de saúde marcasse a vida da população.

Antes da barragem, por volta dos anos 50 e 60 havia a exploração e comercialização do cristal branco na região de Mimoso/ Alegre, e o garimpo de ametista na Mina das Cabeludas. Houve benefícios do INSS, a partir de 1988, com a Constituição Federal. Houve também, depois da Barragem de Sobradinho, a irrigação, principalmente no auge da cebola. E veio ainda o projeto de fruticultura da antiga Frutmag. Sem sombra de dúvidas, essa série de eventos deu um impacto maior na economia do município, mesmo que periodicamente. Através dessas atividades ocorreram também graves e numerosos casos de doenças e mortes humanas e ambientais, pelo uso indiscriminado de agrotóxicos e fertilizantes químicos em todas essas culturas irrigadas. Mas, inegavelmente essa situação econômica tende a se modificar. E pra melhor.PresenteO maior contraste de Sento Sé permanece: de um lado, enorme volume de riquezas naturais, como terras abundantes e variadas, caatinga típica, águas piscosas e jazidas de minerais. No entanto, o seu povo continua sacrificado, com grande numero de pessoas desempregadas, empobrecidas, em péssimas condições socioeconômicas sem renda, sem escolaridade e com baixa expectativa de vida. Faltam-lhes recursos financeiros e organização comunitária para plantar e produzir em maior escala, feijão ou cebola, artesanato ou qualquer outro bem econômico.O modelo de desenvolvimento que defendemos e que está em marcha, introduz modernos métodos produtivos nas comunidades, o que tem estimulado a visão de progresso, a noção de importância da renda familiar e da capacidade de compra das pessoas carentes. Ele tem despertado na população inclusive maior interesse pela educação e pela informática. É um processo que mexe com as possibilidades individuais, com a postura perante a vida e com a cultura do modo de pensar. Ainda que não haja estatística, já se percebe expectativas positivas.Sento Sé deverá ter uma economia muito melhor e conseqüentemente uma vida mais fácil e feliz! Para quem entende de desenvolvimento, transformação social e está acompanhando as discussões atuais é possível prever a dimensão dos avanços em que o município se insere e estima alcançar.Está bastante claro que o desenvolvimento verdadeiro é o que, ao invés de concentrar, distribui oportunidades, ocupação e renda. Para isso é indispensável utilizar as riquezas naturais de forma racional para a produção, principalmente através de projetos familiares, a exemplo do Projeto de Irrigação de Tombador de Cima – reestruturado pelo prefeito Ednaldo Barros.Pela natureza de Sento Sé, sua base de desenvolvimento consiste na agricultura, na pecuária, na pesca/aqüicultura, na produção mineral, no artesanato e na atividade comercial. Potencialidades desse nível poucos municípios tem o privilégio de ter.Assim, a evolução do progresso de Sento Sé requer, pelo menos na fase atual, da participação das três esferas de governo e das associações locais. Aos governos Federais e Estaduais cabe disponibilizar recursos financeiros e técnicos; ao Governo Municipal cabe manter e ampliar os apoios aos pequenos produtores; e as associações, Sindicatos de trabalhadores rurais, Colônia de Pescadores, Cooperativas entre outros, formarem, mobilizar e organizar grupos de pessoas, idealizar projetos e “correr atrás” das instituições apropriadas para elaborar e financiar os projetos. Este é o caminho. Previsão e receita com os pés no chão.

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